terça-feira, 24 de agosto de 2010

Formatura Geral

Alunos soldados passam a pronto amanhã

Está tudo pronto para a formatura geral de amanhã, dia 25. Mais de 600 alunos soldados se tornarão soldados depois de nove meses de curso e de estágio supervionado. Para muitos deles, essa é a concretização apenas da primeira etapa e eles já se preparam para o curso de oficial da PMAC prometido para 2011.
Temendo a falta de iluminação que aconteceu na solenidade do último dia 6, o cerimonial da PM providenciou a instalação de alguns holofotes sobre a estrutura do Quartel do Comando Geral (QCG), além de várias grades de isolamento.
Dentro do quartel uma novidade. De acordo com as informações que nos foram repassadas, somente carros de autoridades e de alguns oficiais superiores serão permitidos estacionar no pátio interno.
A preocupação principal dos organizadores está no número de pessoas que irão para o evento. Para isso, policiais serão escalados para organizar os populares no local do evento e dentro do QCG policiais também estarão auxiliando e organizando a entrada e saída de carros.
Para o aluno soldado que vamos identificar apenas de G.B.C., a formatura é um alívio diante da imensa responsabilidade que estava tendo dentro de uma viatura.
"Eu tinha medo de que acontecesse alguma coisa de grave e isso me levasse a perder o emprego ou responder processo e ter que ver meus amigos se formarem e eu não", afirma G.B.C.
A preocupação do aluno é certa. Não somente ele, mas todos os alunos soldados corriam esse risco. Ainda de acordo com o aluno, quando eles foram para as ruas, o responsável pelo curso no CIEPS, muito elogiado, afirmava que ainda não era o momento, ainda assim tiveram que fazer o policiamento.
"Dou graças a Deus pelo fim do curso", finalizou um dos alunos do grupo que se encontrava de P.O no centro da cidade. 

Bombas explodem em instrução da PM e deixam cinco alunos-soldados feridos

Resley Saab, da Agência Agazeta.net


Qui, 29 de Abril de 2010 15:24

Acidente teria acontecido em instrução no curso de formação de soldados; comando garante que vai apurar ocorrência

Alunos-soldados estariam tendo suportar pressão além do que podem suportar. Duas bombas de efeito moral podem ter causado rompimento dos tímpanos de dois e feriram outros três alunos do curso de formação de soldados da Polícia Militar do Estado do Acre, no último sábado, 24. O que era para ser apenas um treinamento de rotina no curso de formação de soldados acabou se tornando uma tragédia para os alunos do 6º Pelotão do Curso de Soldados da PM.
A denúncia foi feita a esta Agência Agazeta.net, na tarde desta quinta-feira, 29, e informa que pelo menos dois alunos-soldados tiveram complicações nos ouvidos, enquanto que outros três foram feridos nos braços e nos joelhos, com os estilhaços dos artefatos.
O acidente teria acontecido quando eles se preparavam para encerrar a disciplina de Controle de Distúrbios Civis, ministrada pelo subtenente Rogério.
A denúncia é a de que o subtenente estaria terminando a instrução quando “resolveu jogar duas bombas de efeito moral no meio dos alunos do 6º pelotão do Curso de Soldados da PM”.
Artefato teria explodido durante instrução. “Mas o tiro saiu pela culatra e o que era para ser o encerramento da instrução virou uma tragédia”, narram os denunciantes.
Conforme os relatos, por volta das 18 horas, o instrutor -- que já havia liberado seus auxiliares -- resolveu colocar os alunos ao redor de tambores de treinamento, protegidos com escudos para que pudessem observar o “potencial dos explosivos”.
“Mas ao jogar a primeira bomba, ela não detonou. Então o policial resolveu jogar uma segunda, mas ela não caiu dentro do tambor. A bomba caiu próxima de alguns alunos”.
Foi então que o instrutor teria pego o artefato e jogado novamente no tambor, mas ele tornou a cair fora, dessa vez, a apenas alguns metros dos alunos-soldados.
Neste momento, ela explodiu. “Foi um tumulto com estilhaços da bomba atingindo os alunos. Alguns ficaram gravemente feridos”, narram os denunciantes.
Cinco alunos teriam sido lesionados. Dois deles teriam tido parte do braço atingido pelos estilhaços, enquanto que outro teve um dos joelhos atravessados pelos destroços do artefato. A reportagem teve acesso aos nomes das vítimas, mas não vai divulgá-los para evitar que sofram retaliações. “Os alunos B. e P. ficaram surdos de um dos ouvidos cada um”, diz a denúncia.
Tentativa de ocultação – Na opinião dos denunciantes, “o que chama a atenção não é o acidente grave sofrido pelos alunos, mas a atitude da Coordenação do Curso de Soldados da PM”.
É que os alunos C. S. e C. O., por exemplo, foram levados às pressas ao Pronto Socorro de Rio Branco. “Mas tiveram que retirar suas fardas e se vestir com roupa comum para só então serem encaminhados ao Pronto Socorro”.
Outro fator é que “todos os alunos foram proibidos de falar sobre o assunto”.
“Tentamos contato com alguns alunos, mas muito apreensivos, eles não quiseram se identificar com medo de serem punidos”.
“Um aluno nos informou que no CIEPS (Centro Integrado de Ensino e Pesquisa em Segurança), há instruções de policiamento, mas que mais parecem que eles estão sendo enviados a uma guerra”, protesta.
Ainda segundo a denúncia, “um dos alunos-sargentos já tinha acusado de público a coordenação do CIEPS de praticar tortura contra eles, em uma ocasião no auditório do Tribunal de Justiça do Acre, quando houve em palestra com instrutores de outras polícias”.
Existe a informação de que alunos-soldados entraram com ação contra o tratamento recebido durante instruções.
“E, agora, alunos soldado são vitimados e proibidos de dar declarações públicas sobre o ocorrido”, protestam os denunciantes.
“Existe ainda a notícia de que os alunos acidentados não tiveram o devido tratamento. O aluno atingido no joelho continua recebendo instruções no CIEPS, só que de muletas”.
Os outros dois, que teriam tido problemas nos ouvidos, estão prejudicados nas instruções e, segundo a denúncia, “o CIEPS até hoje, quase uma semana depois, não providenciou o “atestado de origem” para os policiais”.
Este documento permite que seja oficializado o acidente em instrução. Sem ele, os alunos podem ser dispensados a qualquer momento do curso, por incapacidade física.
“Esperamos que nossa gloriosa Polícia Militar tome ciência dos fatos e instrua seus bravos policiais baseada nos princípios que regem os Direitos Humanos”.
“Se queremos uma polícia melhor, precisamos tratar com mais respeito os profissionais da segurança pública que nós instruímos e que nos protegem quando deles precisamos”, finaliza o texto da denúncia.

Comando desconhecia acidente e garante que vítimas não serão prejudicadas

Comandante da PM, coronel Romário Célio Barbosa, anuncia que caso será apurado (Foto: Arquivo/Agazeta.net)O comandante da Polícia Militar, coronel Romário Célio Barbosa, afirmou ter tomado conhecimento deste fato por meio da reportagem desta Agazeta.net.
“Eu desconhecia até então este fato. No entanto, ele será apurado com toda a certeza”, garantiu.
“Normalmente, em qualquer treinamento, alguém pode se machucar. Sei que de vez em quando alguém se machuca, mas não nos comunicaram este fato. No entanto, vamos apurar em que circunstância isso aconteceu”, afirma Célio Barbosa.
Segundo o comandante, uma sindicância será instaurada para apurar o que houve.
Paralelo a isso, o atestado de origem também será garantido aos alunos-soldado que, eventualmente, precisarem, para não que não sejam prejudicados.
“O laudo resguarda o aluno-soldado e em outra esfera, iremos apurar por meio de sindicância o que houve”, afirmou o comandante da PM.
Romário Célio Barbosa afirmou desconhecer todos os pormenores do fato, mas tornou a enfatizar que tudo será apurado e que não haverá sanções contra ninguém.

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