Governo e comandos da PM e do Corpo de Bombeiros levarão o regulamento disciplinar até as últimas conseqüências a fim de manter a hierarquia e a disciplina dos subordinados
O governador Tião Viana não falou da boca pra fora sobre a hierarquia e a disciplina na aula inaugural do Curso de Formação de Sargento, na última quinta-feira, 22, no teatro Plácido de Castro. Recebemos a informação de que a nova estratégia petista é reprimir toda e qualquer ação que possa ser enquadrada no regulamento disciplinar dos militares. O objetivo do governo é criar medo e evitar novas manifestações como as dos dias 13 e 14 de maio, quando a PM e Corpo de Bombeiros paralisaram suas atividades por 24 horas.
Para não criar muito alvoroço, a mensagem petista está sendo repassada aos comandantes de unidades por telefone ou através de conversas particulares. O medo é de que todas as estratégias vazem a exemplo do que aconteceu nas últimas reuniões realizadas entre o Estado Maior da PM e a Diretoria de Ensino e Instrução (DEI).
O deputado major Rocha já foi informado da estratégia do executivo e afirmou que estará à disposição dos militares a fim de não permitir abusos.
- Me coloco a disposição de todos aqueles que se sentirem prejudicados ou forem punidos injustamente por esse regulamento ultrapassado, injusto e repressor, prometeu Rocha.
O deputado conhece bem estratégias como essas. Um portaria do ex-comando da PM, Romário Célio, foi criada especificamente para prejudicar e prender o oficial Rocha.
- Senti na pele o que essas leis injustas são capazes e não posso aceitar, como representante da PM e do Corpo de Bombeiros, que outros militares passem pelo que passei, é humilhante e degrada o ser humano. Policiais e bombeiros devem ser tratados como heróis e não como bandidos, disse o deputado tucano.
Existe um clamor nas tropas da PM e do Corpo de Bombeiros para a mudança do regulamento disciplinar, tendo, sobretudo, o direito a presunção de inocência, verdadeira ampla defesa, maior objetividade na aplicação das leis e a extinção da pena de detenção e prisão para questões administrativas.
- Com a união de todos nós vamos conseguir superar a opressão e a ditadura dos quartéis e seremos tratados com maior dignidade. Tudo que conseguimos até hoje foram a duras penas porque o governo não reconhece verdadeiramente o nosso valor, finalizou Rocha, que promete vigiar para evitar abusos feitos através do RD, além de trabalhar por um outro regulamento disciplinar baseado nos princípios constitucionais.





