terça-feira, 18 de agosto de 2009

MEMÓRIAS DE UM SOLDADO DE MILÍCIAS - PARTE II


Quando fazemos nosso juramento na formatura de inclusão da Polícia Militar, o agente público diz defender a sociedade ainda que com o sacrifício da própria vida. Mas, quanto vale esse sacrifício? Um juiz se sacrificaria pelo salário que ganha? E os políticos, se tivessem que morrer em nome do benefício popular, assim o fariam? A valorização da força policial tem que começar na própria instituição, os comandantes devem se ater à PESSOA do militar e não com o vinco da farda ou a cobertura. Isso é secundário. A valorização pelo Estado e pela justiça é utópica, no entanto ideal. O povo? Esse nunca vai valorizar quem o reprime. Se alguém invade sua privacidade, logo pensa na ajuda policial; a polícia – nesse instante – é tudo ‘o mal necessário’. Se protesta, e o governo convoca a polícia; aí o diabo vira anjo e os policiais, diabos. Tornando-se claro, repugnantes criaturas.

O que consola é a fé e a esperança, bases da existência humana. E, queira ou não, o militar é HUMANO, escondido atrás de uma farda (indumentária institucional apenas), mas é humano e também as traz em si, e são elas que os fazem continuar, ainda que com todos os impedimentos. Tais virtudes fazem o militar crer que alguém, algum dia, vai ter uma luz e acordar para a sua situação e mudar tudo, para melhor. E ninguém mais vai ter razão para detestar ser da “BRIOSA POLICIA MILITAR DO ACRE”. Tentei com esse comentário fazer a pura e mais singela forma de expressão de tudo aquilo que nós praças sempre tivemos vontade de falar, e que não tínhamos condições de botar num papel o nosso sentimento. Apenas fico triste porque esse desabafo não chega às mãos da imprensa escrita e falada, para externar o sentimento de toda a tropa com essa situação que está aí.

Como eu já havia falado na parte I, a POLICIA MILITAR atualmente, está sendo um problema para a sociedade e para os governos, ela é fruto da ditadura e até o final da década de 1990, a maioria dos recursos humanos eram assassinos, bêbados, drogados, assaltantes, traficantes e agiotas, hoje temos ótimos policiais, porem desvalorizados e que não fazem SEGURANÇA PUBLICA, pois o afastamento entre policia e sociedade, leva os policiais a fazerem SEGURANÇA NACIONAL. A pior parte de ser da polícia militar é o militarismo. Em parte porque esse traço sempre representou uma arma contra o próprio militar. O militar é contra tudo e todos, o que não o libera de ser contra si mesmo ou contra seus semelhantes. Nada mais contraditório do que servir ao Estado e tê-lo contra você. Em toda a História da humanidade, não há um único exemplo em que ‘o militar’ tenha agido e não tenha pecado de alguma forma, pelo excesso ou pela falta. A farda tem uma simbologia singularmente paradoxal. É um misto de controle ao outro e autocontrole. O protesto alheio é reprimido pela força policial em defesa do Estado, e este invalida as ações da polícia com base na Lei e contra a própria polícia, que é quem é responsável por fazê-la cumprir; talvez seja essa a razão de o militar não ter vez com o governo. E muito se ouve que o poste não pode fazer xixi no cachorro. E o militarismo amordaça o militar e dilui nele a democracia e – por vezes até – o trancafia atrás das grades como um meliante. O militar tem dois fardos a carregar, a hierarquia e a disciplina. A relação da polícia com o povo é como uma faca de dois gumes. Alguém sempre sai perdendo nesse embate. Em meio à população, há de tudo: pais de família, trabalhadores, homens de bem, pessoas de boa índole, estudantes, menores, grupos vulneráveis, doentes e incapazes, e os que reúnem um pouquinho de tudo. Ao que parece, só não tem bandido. Todos, na intenção de demonstrar sua indignação, gritam aos quatros cantos do mundo que não são isto, não são aquilo ou que são assim ou daquele jeito. À polícia cabe a ação. E, se ela não age, erra, pois foi chamada para agir e, se não ia fazer nada, para que foi até lá (?); se age, erra também porque exagera. Se não ia dar flores, também não precisava ser grosseiro (!). É chamada para controlar. E quando controla, aparecem especialistas de todas as brechas para criticar. O povo está quase sempre contra, pois é do seu meio que provém toda a mazela da vivência humana. E, quem quer ser a mazela? Quem admite ser pai, mãe de uma ou ser a materialização da mazela? Quem quer ser a ‘pessoalização’ do que é ruim no meio social? Daí a se compreender o porquê da relação pífia entre polícia e sociedade. Povo, Estado e justiça estão sempre aliados contra a polícia. O judiciário é quase inócuo quando o assunto é o direito do policial nas situações-problema geradas pelo serviço. Não há apoio. Não é feito o mínimo para compreender que quem está em desvantagem no confronto armado contra o crime organizado é o agente, porque tem muito a perder e deve esperar o primeiro tiro (que pode ser fatal) para contra-atacar. Policial militar é militar, não é humano. Quando começa a vida de militar ainda aluno-recruta, é tratado por bicho. Na intenção de recrudescer a ‘pessoa civil’ para torná-lo ‘um militar de verdade’, o treinamento beira a inconseqüência desumana; são pressões psicológicas, situações de estresse físico, humilhações e outras torpezas, buscando preparar o recruta para a vida a pronto, para poder estar frente a frente com o perigo e não amarelar nem colar as placas. O que resulta disso tudo, em alguns casos, se vê pelas ruas e nos noticiários. O militar passa a não ser humano e a viver entre eles. Talvez seja por esse motivo que quando um deles é trucidado, faz-se o enterro, dá-se uma salva de tiros e se põe a farda em outro. Muitas vezes a morte de um agente passa em branco.

O jornalismo não acha interessante relatar o fato de qualquer fardado e a serviço do Estado (recebe para isso) ser assassinado, às vezes com requintes de crueldade, e os Direito Humanos jamais se manifestam. Entretanto, se morre um vagabundo, viciado, traficante, ladrão ou assassino, esse logo vira estudante, e o policial bandido fardado. Os Direitos Humanos se põem na defesa do ‘ser humano’, o povo julga a polícia e os juízes batem em seus birôs e proferem falas do alto de suas magistraturas impecavelmente incorruptíveis e condenam a instituição à desmoralização.

“AMO MEU TRABALHO”

PEC 300: Militares de Pernambuco acertam os últimos detalhes para a passeata do dia 25


Afinal, quanto vale a vida de quem tem a missão de proteger a sociedade? Cada vez mais insatisfeitos com os salários recebidos e cansados de esperar por um aumento devido, policiais e bombeiros militares de Pernambuco realizam no próximo dia 25, uma grande caminhada pelas ruas do Centro do Recife. Organizada pela Associação dos Cabos e Soldados e com o apoio do Deputado Estadual Soldado Moisés (PSB), a ação tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para a necessidade de implantação de políticas de valorização profissional da tropa, além de buscar apoio para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 300-A, de 2008.

Conhecida como PEC 300, ela “altera a redação do § 9º, do artigo 144 da Constituição Federal” e estabelece que a remuneração dos Policiais Militares dos estados não poderá ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal, aplicando-se também aos integrantes do Corpo de Bombeiros Militar e aos inativos. Lembrando que os Militares Estaduais das Unidades Federativas não têm direito a FGTS, aviso prévio, pagamento de horas-extras, adicional noturno, filiação sindical e direito de greve. Direito não assimilados esses que afetam o bem-estar social, a própria dignidade e a conquista da cidadania.

A oferta de melhores salários tem como objetivo compensar essa deficiência bem como promover justiça junto aos profissionais de segurança que atuam em outras Unidades Federativas com índices de criminalidade maior que o Distrito Federal, ou seja, eles correm mais risco de vida, não pela qualidade dos ilícitos perpretados, senão pela quantidade e capacidade operacional dos meliantes. Segundo o coordenador da Associação dos Cabos e Soldados, Renílson Bezerra, a proposta tem como base o fato de que já existe o piso nacional dos profissionais da Educação e também existe um Fundo Nacional de Segurança através do Pronasci, programa financiado pelo Governo Federal.

Criada pelo Deputado Federal Arnaldo Faria (PTB/SP), a PEC 300 representa o sonho de dias melhores para os Militares Estaduais de todo o Brasil e desencadeou uma série de movimentos, realizados em diversos estados. Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraíba já se mobilizaram. Em Alagoas, haverá uma caminhada no próximo domingo (16), a partir das 9h, com saída da Praça Multi-eventos, praia de Pajuçara.

Em Pernambuco, a expectativa da tropa é muito grande. “Estamos com os vencimentos defasados há anos. Os últimos aumentos que recebemos não proporcionaram o nivelamento dos nossos salários com os praticados em outros estados, mais pobres que Pernambuco”, conta Renílson. A expectativa é de que pelo menos 3 mil pessoas participem da caminhada, cuja concentração será na Praça do Derby.

“Será um movimento pacífico, ordeiro, com a participação das esposas, filhos, familiares e amigos. Não estamos brigando contra governos e sim correndo contra o tempo pela aprovação de uma proposta pois, no próximo ano, haverá eleições e tudo pára”, explica o coordenador. Logo após o término da caminhada em Pernambuco, Renílson e outros representantes da Associação viajam para Brasília. Lá ele participa de uma ação nacional, realizada durante do Conselho Nacional de Segurança Pública que acontece entre os dias 27 e 30, reunindo Militares Estaduais de todo o Brasil.
Assessoria de Imprensa da ACS - PE

INSATISFAÇÃO DE UMA TROPA

Venho por meio desta levar ao conhecimento de V. Sª. alguns fatos que acontecem no que tange a área de fiscalização ambiental por parte da Policia Militar, devido a atos omissos por quem de direito e fato deveria procurar melhorias e condições para esse tipo de policiamento.
A Cia de Policiamento Ambiental tem a função primordial de zelar pelo meio ambiente ecologicamente equilibrado, para que nossas futuras gerações tenham também a oportunidade de gozarem, assim como nós, de um meio ambiente ainda diverso e rico por suas belezas naturais, com suas florestas exuberantes, seus córregos transcorrendo por entre a floresta, os animais ainda vistos em seu habitat natural, o homem convivendo com o meio ambiente de forma passiva e harmoniosa.
Atualmente esta é um Cia pertencente ao BOPE (Batalhão de Operações Especiais), convenhamos que este batalhão realiza um serviço muito aquém do serviço realizado pela policia convencional, porém o serviço da Cia Ambiental é um serviço mais especializado, voltado mais para a área de fiscalização de infrações ambientais, um serviço mais técnico do que operacional nada tem haver com o serviço prestado por este batalhão, que registre-se um ótimo serviço para a população.
Assim, expomos a revolta da tropa desta Cia pela insignificância que é dada ao serviço de policiamento ambiental, para exemplificar basta fazer um balanço junto ao CIOSP (Centro Integrado de Operações Policiais), para saber quantas vezes por mês a Patrulha Ambiental é desativada, principalmente durante o período noturno, para ajudar na guarda do quartel, devido a falta de efetivo para compor a guarda neste período. Motivo? Além do atual quartel localizado na Estrada Dias Martins, somos obrigados a vigiar, literalmente, o prédio onde funcionava o antigo quartel, bairro Castelo Branco, simplesmente pelo fato do Estado não querer tomar para si a responsabilidade do prédio, pois o mesmo esta desmoronando, devendo aproveitar aquele local para construir outro quartel, ou um posto de saúde, ou escola....Além deste fato os Operações Especiais ainda são designados para trabalhar como vigia na casa de uma juíza. Porque será que falta policiais na rua? Por causa de serviços como estes que deveriam está sendo prestados por empresas particulares especializadas neste tipo de segurança privada, registre-se segurança privada.
Vale ainda salientar que a patrulha ambiental é o único serviço 24 hs para atender todo o estado do Acre, no que diz respeito ao combate de crimes ambientais. E sabemos que durante o período noturno é que ocorre o maior número de crimes contra o meio ambiente: transporte ilegal de madeira, tráfico de animais silvestres, transporte de carne imprópria para o consumo humano e dentre outros.
Atualmente está sendo construído um quartel, com recursos do BID, para o Policiamento Ambiental, este projeto a princípio seria um quartel só para a Cia Ambiental, pelo menos foi por causa deste argumento que o projeto foi aprovado pelo BID. Porém a realidade não se faz presente, enquanto a Cia Ambiental estiver atrelada ao BOPE, o quartel será do BOPE e a fiscalização ambiental em nosso estado continuará defeituosa. Certamente não iríamos resolver todos os problemas relacionados com o meio ambiente, mas sem dúvidas estaríamos amenizando este problema se tivéssemos a oportunidade de trabalharmos independente deste Batalhão.
Solicitamos a V. Sª que sejam feitas intervenções junto ao governo para que haja uma separação da Cia Ambiental do BOPE e que seja criada a COMPANHIA INDEPENDENTE DE POLICIAMENO AMBIENTAL, ato este que pode ser instituído por duas maneiras: Um ato administrativo do comandante geral criando esta companhia ou uma lei aprovada pela assembléia e sancionada pelo governador do estado. Vale salientar que em toda a região norte os policiamentos ambientais são independentes possuem seu próprio quartel, sua autonomia, com exceção do Estado do Acre.
Infelizmente não posso me identificar, pois posso ser punido por este ato, mas este sentimento é geral, pedimos a sua atenção para a necessidade de olharmos melhor para o meio ambiente.
Policial da Cia Ambiental

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sargento Agnaldo é o novo Presidente do Clube de Subtenentes e Sargentos

No ultimo dia 14 agosto foram eleitos os novos diretores do Clube de Subtenentes e Sargentos da PM para o triênio 2009/2012. A nova diretoria terá como Presidente o Sargento Agnaldo, da Ciatran, estando a posse marcada para o dia 28 do corrente mês. Os novos dirigentes terão a missão de resgatar a credibilidade do Clube, reconstruir a sede campestre e recuperar os sócios que pediram desligamento.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Militares mineiros vão receber reajuste linear de 10% em setembro, veja como ficam os salários de Policiais e Bombeiros Militares do Estado

Clic na tabela para ampliar:

Governador da Bahia Jacks Wagner do PT disse que os Policiais Militares são Baderneiros e que ganham dinheiro demais


LAMENTÁVEL: GOVERNADOR DA BAHIA DIZ QUE MILITARES GANHAM DINHEIRO DEMAIS, POIS NÃO MERECEM NEM MESMO O QUE MERECEM


"O Governador da Bahia, disse que não dará nem um centavo de reajuste salarial para os militares. Quem não tiver satisfeito com o que ganha, que peça desligamento da Policia Militar". Governador da Bahia Jacks Wagner (PT), disse ontem a noite em reunião com seus assessores que, os policiais miliatares da Bahia, ganham dinheiro até demais, pois não merecem nem mesmo o salário que recebem.


Afirmando que, um soldado da Policia Militar, trabalha muito pouco, e quer ganhar mais que um oficial. Isso é injusto, e não daremos nenhum reajuste salarial para estes B A D E R N E I R O S, que até mesmo em serviço vivem torturando a sociedade.


Já aceitei o pedido de coletes a prova de balas para todos os militares da Bahia, e o curso de direção para veiculos operacionais. Isso é o suficiente, e custa muito dinheiro. Um colete é muito caro e o curso também, pois não será ministrado por professores da Bahia, Eles virão de outros estados, mas ainda não tenho data prevista, bem como não aceitarei pressão de soldado de policia. Disse o Governador da Bahia, indignado com as pressões dos militares.


Eles Querem ainda armas modernas, mas não sabem quanto custa e apesar de estarem na Policia Militar a tantos anos, não sabem nem mesmo manuseiar as armas que temos no momento e que não são armas antigas. São pistolas modernas e outros armamentos avançados, iguais aos das Companhias Especiais. Só que os policiais militares estão procurando de todas as formas me pressionar, na tentativa de conseguir reajuste salarial. Mas não terá acordo, não vou dar nenhum reajuste salarial, e aquele policial, seja ele soldado ou sargento que não esteja satisfeito com o pouco que ganha, peça desligamento da corporação e aceitarei com o maior prazer, até proque na Bahia, existem muitos desempregados aguardando uma vaga na Policia Militar.


Se a Policia Militar entrar em greve, tenham certeza que colocarei a Policia Civil da Bahia nas ruas, bem como o Exército e se preciso for a Marinha e Aeronáutica. Mas a Bahia não ficará sem segurança devido á irresponsabiliadade de soldados e sargentos de policia. Finalizou Jacks Wagner.


Fontes:
Correio da Bahia
Folha da Bahia
ABSMSE
http://www.folhadabahia.com.br/noticias/lerNoticia.php?id=2181
http://absmse.blogspot.com/2009/08/lamentavel-governador-da-bahia-diz-que.html

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Notícia exibida pela TV Gazeta

Andamento da PEC 300 em Brasília

Veja o vídeo clicando na imágem abaixo:

Notícia postada no site: www.agazeta.net

Comerciante fecha portas; comandante da PM culpa legislação
Box da Polícia Militar em frente a estabelecimento está sem funcionar há cinco anos
O proprietário de uma locadora de vídeo-games, no bairro Conquista, afirmou nesta quinta-feira, 13, que vai fechar o local, após ter sido assaltado por duas vezes, uma no dia 31 de março e a outra nesta terça-feira, 11, quando levaram alguns equipamentos, na rua Valdomiro Lopes.

Em tom de desabafo, o proprietário, Juscelino de Paiva Moreira, 27 anos, afirmou que fechou o estabelecimento.

“Muito maior que a revolta de ter o comércio invadido é ver que quase em frente à locadora existe um posto da Polícia Militar que está desativado há alguns meses”, afirma Moreira. “O box da PM está aqui, mas não existe policiais nele”, protesta.

Neste último assalto, ocorrido às 7 horas, quando o comerciante abria o estabelecimento, sete aparelhos foram levados.

Comandante da PM diz que posto já foi desativado há algum tempo

O comandante da Polícia Militar, coronel Romário Célio Barbosa, afirmou que o posto policial a que a vítima se refere já foi desativado há algum tempo.

“Faz muito tempo que ele está desativado. Acho que há cinco anos”, disse Célio Barbosa.

Ele culpou a legislação penal pela fragilidade percebida no comerciante. “Infelizmente temos uma legislação frágil, pela qual se cometem assaltos e logo são liberados”, pontuou.

Um exemplo citado de frouxidão pelo comandante quando o assunto é crime teria acontecido nesta quarta-feira, 12, quando dois menores, ambos de 17 anos, foram apreendidos com uma escopeta e postos em liberdades algumas horas depois.
Veja o vídeo clicando abaixo:

Veja imágens do conflito entre Policiais Rodoviários Federais e manifestantes na BR-364 em Rondônia

Policiais Rodoviários Federais x Manifestantes

MARCHA DA PEC 300 EM RIO BRANCO



O sargento Natalício Braga esteve nesta tarde (12 de ago) conversando com deputado federal da frente parlamentar da PEC 300. A conversa foi no sentido de elaborar uma estratégia para MARCHA DA PEC 300 em Rio Branco que ocorrerá na última semana de setembro. A idéia é que todos policiais e bombeiros que estiverem de férias, licença e folga, inclusive os inativos e pensionistas de todo o Estado do Acre participe.


A marcha contará com deputados federais do Acre e FRENTE PARLAMENTAR que foi instalada no congresso nacional. Entre eles MAJ FÁBIO e CAP ASSUNÇÃO guerreiros de Brasília.


Esperamos contar com o apoio maciço da tropa nas Ruas de Rio Branco.


Nosso grito de vitória será ecoado por todo Brasil.


Fiquem atentos quanto a data da MARCHA.


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Greve: Polícia Militar da Bahia encerra operação "Polícia Legal"

Polícia Militar recebe 3,6 mil coletes à prova de bala
Cerca de 3.600 coletes à prova de bala para uso da Polícia Militar da Bahia chegaram por volta das 18 horas desta quarta-feira, 12, a Salvador. O desembarque do equipamento, que veio de São Paulo e pesa cerca de 10 toneladas, foi acompanhado pelo secretário de Segurança Pública, César Nunes, e pelo comandante-geral da PM, coronel Nilton Mascarenhas.
A aquisição dos coletes atende a uma das queixas apontadas como motivação para o movimento "Polícia Legal", deflagrado pelos policiais na manhã da última segunda-feira, 10, e encerrada na noite de terça. Outro ponto para a melhoria das condições de trabalho da corporação foi o comprometimento do governador Jaques Wagner nesta quarta de adquirir 983 veículos novos, entre carros e motos, para a PM. Além disso, ele garantiu a realização do curso de formação para motoristas de emergência, outra reivindicação do movimento.
Para o major Sílvio Correia, presidente da Força Invicta, da União das Associações dos Policiais Militares, os resultados da operação "Polícia Legal" foram positivos, mas a chegada dos novos equipamentos nesta tarde deve ser encarado apenas apenas como o início do movimento de requalificação da polícia. "Foi uma vitória. Mas não adianta só equipar, continuamos mobilizados e atentos à questão salarial", afirma. Os policias reivindicam o aumento do piso salarial da categoria dos atuais R$ 1,7 mil para R$ 4 mil.
Nesta quinta-feira, 13, diversas associações de policiais começam a se reunir para discutir a pauta salarial e dar início às negociações. "Fizemos duas mobilizações, uma com 7 mil [pessoas] e outra com 11 mil. O reconhecimento do governo mostra a força da mobilização", avalia.

Apesar do acordo firmado entre o governo e a maioria das 33 associações de policias nesta terça, na tarde desta quarta a Associação dos Policiais e Bombeiros e Familiares do Estado da Bahia (ASPRA), realizou uma assembleia com cerca de 50 policiais militares em que votaram pela continuidade da operação padrão. "Houve uma traição por parte dos representantes da União [União das Associações dos Policiais Militares]", acusou Marcos Prisco, presidente da ASPRA. Ele afirmou que o movimento não poderia ser encerrado sem essa assembleia. Atualmente, Prisco não exerce a função de policial. Em 2001, ele foi demitido da PM depois de participar da greve da categoria e aguarda a reintegração.

Fonte: A Tarde On-line


Assaltantes aproveitam ausência de PMs e fazem dois arrastões
Enquanto o coronel Nilton Mascarenhas, comandante geral da Polícia Militar, e representantes de três associações da corporação discutiam o rumo do movimento Polícia Legal, dois arrastões foram registrados pela Central de Telecomunicações das Polícias Civil e Militar (Centel), no início da noite de terça-feira (11), em Salvador.
Nas duas situações, bandidos aproveitaram a redução de policiamento para roubar moradores, motoristas, comerciantes e até uma faculdade. Alguns motoristas que passaram por volta das 18h em frente ao Parque da Cidade foram vítimas dos ataques de um grupo de adolescentes. Munidos de pedras, eles quebraram os vidros dos veículos parados na sinaleira localizada defronte a um shopping e saquearam os motoristas, principalmente mulheres.
Trinta minutos depois, a Centel recebeu o segundo chamado. Em Amaralina, cerca de dez homens, alguns deles armados, causaram pânico na Rua Visconde de Itaboraí. Enquanto um grupo roubava a Panificadora e Delicatessen Estrela do Mar, e os seus clientes, um outro invadiu o Prédio de Aulas 3 da Unifacs. “Eles levaram todo o meu caixa (R$ 400), invadiram a Unifacs e roubaram os alunos, além de tomarem as armas dos vigilantes”, contou o comerciante José Barbosa dos Santos, 51 anos. Segundo ele, desde segunda- feira que não há policiamento à noite na região.
Em seguida, o bando atacou alunos que deixavam a Faculdade São Camilo. Devido ao episódio, as duas instituições suspenderam as aulas. Os bandidos fugiram em direção ao Nordeste de Amaralina.


terça-feira, 11 de agosto de 2009

Notícia postada no site: www.globo.com

Câmara confirma primeiro caso da nova gripe entre deputados
Capitão Assumção (PSB-ES) é medicado em casa e se recupera bem.

Número de mortos no país por causa da doença chega a 192, diz Saúde.

A Câmara dos Deputados confirmou na noite desta terça-feira (11) que o deputado federal Capitão Assumção (PSB-ES) está com a nova gripe. Este é o primeiro caso de Influenza A (H1N1) entre os 513 parlamentares. Segundo a assessoria da Câmara, ele está sendo medicado em casa e se recupera bem.

Ganhamos ou perdemos com a manifestação do dia 04 de maio?


Companheiros o dia 04 de maio deste ano pode ser considerado um marco na história sindical do Estado do Acre. Embora estejamos presos a regulamentos arcaicos e obsoletos como no caso do RDPMAC de 1984 que fere princípios da CONSITTUIÇÃO CIDADÃ de 1988, nós milicianos nos libertamos de um jugo que oprimia e desvalorizava a nossa profissão e nos mantinha algemados sob pena de sermos jogados no “calabouço”.

A falta de atenção pelos governantes deste Estado, para uma classe que representa mais de 2/3 da segurança pública estava estampada em cada rosto sofrido e envelhecido pelo tempo;

Nesse marcante episódio podemos avaliar os ganhos e perdas em todas as circunstâncias:

* Ganhamos unidade. Policiais e Bombeiros pela primeira vez na história das duas Corporações estavam com o verdadeiro espírito de corpo que representa a alma militar;

* Perdemos o medo de falar a verdade e de encarar as nossas históricas mazelas de peito aberto;

* Ganhamos o apoio da opinião publica e a simpatia da população que ainda se sente ameaçada pela crescente onda de violência;

* Perdemos o Comandante Geral do CBMAC, que de forma honrosa demonstrou lealdade para com a sua Corporação;

* Ganhamos a incorporação do RISCO DE VIDA para os militares da reserva remunerada, peleja que já durava cinco anos nos tribunais estaduais e federais;

*Perdemos a identidade com Odorico Paraguaçu ao vê-lo publicamente engrossar o coro dos que nos chamavam de baderneiros. Nunca vimos nenhum servidor público, que durante décadas faziam longas greves, quebravam o terminal de ônibus, invadiam a Prefeitura de Rio Branco e que lavavam a escadarias do Tribunal de Justiça com creolina, ser execrado em público por autoridades;

*Ganhamos o banco de horas que será implementado brevemente, ou seja, será definida uma carga horária mínima e uma carga horária máxima. Adeus “bico”;

*Perdemos companheiros que se diziam defensores da tropa e querem uma cadeira na ALEAC se esconder durante o movimento do dia 04 de maio e deixarem o SGT NATALÍCIO BRAGA e diretoria sozinhos;

* Ganhamos as promoções dos oficiais da PMAC e CBMAC que estavam a mais de um ano em atraso, isto é, o calendário de promoções que é uma Lei Estadual estava sendo dolosamente desrespeitada por quem tinha o dever de cumpri-la;

* Perdemos a única oportunidade de ver Odorico Paraguaçu defender os nossos direitos previstos em Lei: dois uniformes por ano, diárias integrais no ato do deslocamento, hora-aula para os nossos instrutores, L200 HPE para a rádio-patrulha a exemplo de outras secretarias, coletes individuais etc;

*Ganhamos (Braga, Ribeiro, Rocha e Generoso) processos na Vara da Fazenda Pública, no Ministério Público Estadual, na Corregedoria da PMAC além de inúmeras sindicâncias;

* Perdemos a oportunidade de ver todas as entidades militares envolvidas na busca da vitória para a classe militar;

* Ganhamos a progressão horizontal (triênio) para soldados, cabos e 3* SGT, embora os policiais da turma do SGT NATALíCIO BRAGA em diante só serão contemplados a partir de 01 de janeiro de 2010, adivinhem porque;

Finalmente nós Diretoria da AME/AC, sem falsa modéstia ou soberba, somente com uma “funda” (unidade) encaramos corajosamente um Golias armado até os dentes.

Que nós sejamos unidos como os gafanhotos. A vitória grande ou pequena sempre virá.




Relator da PEC 300 trabalha pra acelerar a tramitação

O deputado federal Mendonça Prado (DEM) foi designado pela CCJ como relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC n.º 300/2008) que determina um aumento salarial para a PolíciaMilitar. Agora ele trabalha junto com o autor Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) para acelerar o processo de votação. “Nós estamos uma mobilização com os deputados na Câmara e vamos entrar em contato com representantes da Polícia Militar e Bombeiros em todos os estados”, informa Prado.
O parlamentar informou que tem recebido apoio de toda a polícia em Sergipe e inclusive tem recebido centenas de e-mails sobre o assunto. “Isso serve de estímulo pata continuarmos trabalhando em busca de uma tramitação célere dessa PEC”, diz.
A Casa Civil da Presidência da República promulgou a Lei nº 11.361, de 19 de outubro de 2006 e Lei 11.663 de 24 de abril de 2008 que melhorou a remuneração dos policiais militares e das carreiras de delegado de polícia, incluindo o Corpo de Bombeiro Militar, do Distrito Federal.
Assim, a PEC quer assegurar que os policiais das Unidades Federativas da União tenham esse mesmo benefício porque a maioria delas apresentam índices de criminalidade muito maiores do que o Distrito Federal. Nesses casos, a idoneidade física de seus policiais militares estão mais em risco.
Após o relatório de Mendonça Prado ser aprovado em reunião pela Comissão de Constituição e Justiça, será criada uma comissão especial para analisar o mérito da PEC, que ainda deverá ser votada em dois turnos no plenário da Câmara dos Deputados.

Quarteis


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Secretário de Direitos Humanos do Acre "proibiu" militante do CDDH/AC de visitar e acompanhar a prisão de major Rocha

Qual a verdadeira função das entidades que defendem os direitos humanos? Será que elas cumprem o papel para qual foram criadas? Será que essas entidades que se autodenominam defensoras dos direitos humanos já denunciaram alguma violação desses mesmos direitos quando a vítima é um Policial Militar? Essas e outras perguntas “fervilham” nas cabeças da população e dos Policiais.
É sabido que essas entidades buscam proteger o cidadão contra possíveis abusos praticados pelo estado. Essa afirmação faz surgir outros questionamentos, quais sejam: Será que um policial que tem os seus direitos constitucionais violados, que trabalha em condições insalubres, que é submetido a uma carga-horária desumana, que é humilhado nos quartéis pelos seus superiores e por outras autoridades não tem direito a essa proteção que, em regra, é oferecida aos criminosos? Será que o Policial Militar não merece o tratamento oferecido aos demais cidadãos? Essa visão míope que normalmente objetiva a autopromoção de alguns militantes dessas entidades contribui para o fortalecimento da velha máxima de que “Direitos Humanos é só prá proteger bandido”.
Os Policiais Militares acreanos estão submetidos a um Regulamento disciplinar da PM do Acre (RDPMAC) ultrapassado, uma copia piorada do antigo regulamento disciplinar do Exercito brasileiro que vigorava na época da ditadura militar.
Hoje, no entanto, nossas Forças Armadas possuem regulamentos disciplinares modernos, pautados na Constituição Federal e respeitando os Direitos Humanos. Nosso regulamento, que vigora desde 1984, não é inconstitucional somente pela cronologia. Várias disposições contidas no RDPMAC contrariam severamente a nossa lei maior, principalmente no que diz respeito aos direitos e garantias assegurados aos cidadãos. Como um simples decreto (RDPMAC) pode mudar regras constitucionais, retirando dos Policiais Militares direitos inalienáveis assegurados a todo cidadão?
Acrescente-se a esse quadro de desrespeito as portarias abusivas que avançam ainda mais sobre os poucos direitos que ainda restam aos nossos milicianos. Depois de relatar essas aberrações emergem mais questionamentos: Onde estão os defensores dos Direitos Humanos? Será que eles só buscam proteger os criminosos? Será que os policiais não merecem ter os direitos respeitados? Não fosse a subserviência política com o poder executivo, talvez esse estereótipo fosse desfeito no episódio que envolveu a prisão do major Rocha.
Segundo o ativista Jocivan Santos, do Centro de Defesa dos Direitos Humanos do Acre-CDDH/AC, a entidade se mobilizou para visitar o Major e acompanhar o caso. Antes de efetivar a visita, após uma reunião com o Secretário Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Henrique Corinto, o CDDH/AC foi ‘’proibido’’ de realizar qualquer intervenção no mencionado caso.
A prisão do citado oficial não agrediu somente os Militares Estaduais, agrediu toda a sociedade acreana e o próprio Estado de direito.
Os Militares Estaduais e toda a sociedade acreana esperavam uma manifestação incisiva daqueles que se dizem “defensores” dos direitos humanos. Esperava-mos uma ação ruidosa, nos moldes daquelas que essas entidades comumente adotam na defesa de criminosos. Mais não tivemos a sorte de contar com o acompanhamento dos “defensores” dos direitos humanos que ficaram calados e fizeram “ouvidos e olhos de mercador” para todo o ocorrido.
Quanto à suposta atitude do Secretário Estadual de Direitos Humanos, entendemos que aquela autoridade tem seu compromisso maior com o grupo político que foi responsável pela sua nomeação e em nome desse compromisso estaria defendendo aqueles que o nomearam tentado evitar que os mesmos sofressem um desgaste maior.

A luta em favor da desmilitarização



A luta em favor da desmilitarização das polícias estaduais foi intensificada no final do último ano e promete continuar forte em 2009. Em dezembro do ano passado, durante a XI Conferência Nacional de Direitos Humanos, realizada em Brasília, foi aprovada uma proposta que pede o fim da vinculação das polícias militares (PMs) às Forças Armadas.


O texto, elaborado pelo Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo, em conjunto com outras entidades da sociedade civil, virou diretriz da Política Nacional de Direitos Humanos (PNDH) e vem recebendo o apoio de diversos grupos, organizações e até mesmo de alguns setores do poder público.


O esforço das entidades, agora, está concentrado em recolher assinaturas via internet para pressionar pela aprovação da proposta, que depende de alterações na Constituição. De acordo com a petição, "a desmilitarização é um passo fundamental para a reforma estrutural das polícias em nosso país, e constitui-se um novo paradigma no trato da segurança pública".Para assinar o documento, que será enviado à Presidência da República, à Secretaria Especial de Direitos Humanos, ao Ministério da Justiça, ao Senado e à Câmara dos Deputados, basta entrar no endereço eletrônico:

www.petitiononline.com/DESMILIT/

Governo gasta mais de 5 milhões com reforma de ponte


Segundo notícia divulgada pela Agência de Notícias do Acre o governo estadual gastou mais de 5 milhões com a reforma da ponte José Nogueira Sobrinho. Transporte é prioridade para esse governo.
É bom lembrar que o orçamento anual da Polícia Militar é pouco mais de 3 milhões e que os Militares Estaduais estão há 4 anos sem receber fardamento devido. Ainda estamos com diárias atrasadas, sem mencionar o não pagamento de outros direitos previstos em lei. Após esse relato resta um questionamento: Segurança Pública é prioridade para esse governo?
(Foto: Márcio Farias/Difusora Sena Madureira)

domingo, 9 de agosto de 2009

Notícia postada no blog: www.bessaricardo.blogspot.com

MEMÓRIAS DE UM SOLDADO DE MILÍCIAS
Por Policial Anônimo
Dirijo-me a vocês inicialmente, escondendo meu nome, pois posso ser punido se descobrirem quem vos enviou isso. Quando estamos em uma universidade somos ensinados a nos mostrar e dizer o que podemos fazer pelo mundo tendo pensamento próprio, mas quando fazemos parte de uma instituição militar, somos apenas número para a população, mas de público venho informar que me incomoda muito, ter que manifestar meu pensamento de forma escondida sem poder mostrar o que penso ou aquilo que sei, gostaria muito de poder participar de uma mesa redonda com o Comandante Geral da PM, com o Diretor Geral da Policia Civil, com a Secretária de Segurança e também com o Governador, pois sou Soldado da Policia Militar do Acre e na graduação inicial dentro desse militarismo absurdo e ultrapassado que existe aqui, temos sempre que estar sendo “comandados” por algum graduado mais antigo mesmo que este, sequer tenha controle sobre a própria residência, muito menos para lidar com uma guarnição e os problemas da comunidade, saber que trabalho em um setor do Estado que se torna igual uma secretaria qualquer do governo, como aquelas que algumas senhoras passam o dia inteiro fazendo as unhas e se maquiando e atendendo mal á população. Trabalho numa instituição que virou secretaria de Estado, e que devido á influencia do Governo,os comandantes se preocupam em somente mostrar uma aparência que não existe,sacrificando muito o policial que realmente executa esse serviço. ESSA NÃO É A POLICIA QUE EU ESCOLHI PARA TRABALHAR.


O Serviço de Radio Patrulha é o que deveria ser mais bem equipado e sempre estar pronto para todas as situações, pois é quem diretamente atende á população, porem o que vemos é totalmente contrário, temos alguns graduados que, comandam guarnições de rua e que fazem questão de se esquivar de atender as situações que são repassadas e quando são questionados sobre suas ações, culpam diretamente seus superiores pelas escalas apertadas, falta de folga e incentivo ao serviço, muitos assumem seus plantões apenas tirando as faltas, sem ter qualquer informação nem sequer da guarnição que estava saindo. Entrei na corporação em um período que serviço de rua tinha respeito e era valorizado até mesmo por aqueles que estavam á margem da sociedade, porém hoje vemos uma situação desesperadora, pois as Radio Patrulhas assumem o serviço apenas com (02)dois componentes e muitas vezes são responsáveis por uma área imensa de patrulhamento, o que está ocasionando um combate mais deficiente ao crime, fazendo com que o meliante enfrente a guarnição como já vimos muitos fatos relacionados á isso nos noticiários de televisão. ESSA NÃO É A POLICIA QUE EU ESCOLHI PARA TRABALHAR.

Nossos superiores que deveriam nos direcionar sobre as ações operacionais, sequer conversam conosco antes de assumirmos o serviço pela manhã ou á noite, porém, cobrança é o que não falta. A falta de segurança para os moradores do bairro Bosque, por exemplo, onde existe apenas uma “RP” para atuar em toda aquela área e somente durante o dia, pois a noite é inexistente. Quando falamos em noite, consideremos a estatística do serviço noturno, pois após ser obrigatório que o policiamento de Radio Patrulha utilizasse em seu patrulhamento, o GIROFLEX ligado por toda a noite, caíram expressivamente os flagrantes, pois para o Governo é satisfatório ver que a policia está nas ruas, pois são visíveis, porem não existe retorno de ação tendo em vista que também o meliante tem visibilidade com o serviço policial. ESSA NÃO É A POLICIA QUE EU ESCOLHI PARA TRABALHAR.

Ainda falando sobre o serviço de Radio Patrulha, nos foi mostrado um estudo feito por algum oficial prestativo em seus serviços que definia que o melhor policiamento era aquele em que a Radio Patrulha tinha apenas dois componentes, na qual agilizava as atuações e tinha muito mais policiais nas ruas e também viaturas, porém com o passar do tempo, percebemos que a situação complicou-se muito mais, pois agora o meliante acha-se no direito de enfrentar o “Braço Armado do Estado” o que se tornou muito difícil para alguns policiais, pois agora teriam que optar entre enfrentar fisicamente o infrator ou ter que fazer uso de sua arma de fogo, mesmo que esse infrator fosse até um menor, pois a famosa PISTOLA TASER tão falado pelo governo não é pra quem atende ocorrências, e sim para o oficial supervisor e para operacionais do BOPE, porém o governo e o Comandante Geral se esqueceram que esses não atendem ocorrências, não estão de frente com a criminalidade, e quem diretamente atende, ainda não viu a forma de se manusear essa pistola ou sequer pegou na mesma. ESSA NÃO É A POLICIA QUE EU ESCOLHI PARA TRABALHAR.
Após toda essa celeuma sobre o reajuste dos Policiais e Bombeiros Militares do Estado Acre, se é que podemos chamar isso de reajuste, é possível tirar algumas conclusões seguras sobre o nosso sistema de segurança, conclusões essas que passarei a externar justificando meus pontos de vista. ESSA NÃO É A POLICIA QUE EU ESCOLHI PARA TRABALHAR.
Não tenho duvida que segurança nunca foi prioridade para os governadores acreanos, principalmente nos últimos 12 anos. Em razão dessa visão míope dos nossos governantes o Acre atravessa uma grave onda de insegurança. Poucos são aqueles que ainda não foram vítimas da ação de criminosos, que estão cada vez mais ousados e violentos. ESSA NÃO É A POLICIA QUE EU ESCOLHI PARA TRABALHAR.

Enquanto nossas autoridades não cuidam das nossas polícias, não organizam, investem e valorizam os servidores que atuam nessa área, observamos impotente o surgimento de organizações criminosas cada vez mais bem equipadas e organizadas. Até quando nossos governantes vão ficar esperando o surgimento de um PCC da floresta, de um comando verde ou coisa semelhante?Quando o governo do Acre destina mais de 15 milhões para gastar com marketing e pouco mais de 3 milhões para o órgão responsável para realizar o policiamento preventivo (Polícia Militar) sou forçado a acreditar que esse mesmo governo está mais preocupado em maquiar a verdade do que solucionar os graves problemas que estamos vivenciando. ESSA NÃO É A POLICIA QUE EU ESCOLHI PARA TRABALHAR.
Seguindo-se essa linha de investimentos públicos, com a mais absoluta certeza, o Acre será o melhor lugar do mundo para os donos dos veículos de comunicações e para os criminosos. Os empresários favorecidos com as gordas subvenções públicas e os criminosos enriquecendo devido ao descaso governamental com a segurança dos acreanos. ESSA NÃO É A POLICIA QUE EU ESCOLHI PARA TRABALHAR.

Quando Policiais e Bombeiros Militares vão às ruas para pedir melhoria de salários e de condições de trabalho constata-se que além da falta de valorização profissional esses profissionais não dispõem das condições necessárias para prestar um serviço de qualidade ao povo do nosso Estado. ESSA NÃO É A POLICIA QUE EU ESCOLHI PARA TRABALHAR.

Ainda sobre esse movimento que buscava um reajuste nos salários e que contou com a presença de familiares de militares, centenas soldados, cabos, sargentos e alguns oficiais, nota-se claramente que o assessor político do governo tratou de armar uma vingançinha contra àqueles que participaram do “movimento”. Quando elaborou a tabela de “reajuste” salarial o governo concedeu quase 30% para os coronéis e tenentes coronéis, já para o restante da tropa o reajuste foi inferior aos dois dígitos. ESSA NÃO É A POLICIA QUE EU ESCOLHI PARA TRABALHAR.

Com a efetivação dessa tabela salarial discriminatória o governo deixa claro que não tem intenção nenhuma de valorizar ou reconhecer o trabalho da tropa. O reconhecimento veio somente para aqueles que estão sentados atrás de uma escrivaninha e dentro dos gabinetes. Está claro ainda o motivo pelo qual o governo desprezou majores, subtenentes e 3º Sargentos. Justamente esses postos e graduações são os mesmos dos principais lideres da AME/AC. Não tenho dúvida que essa foi mais uma forma de perseguir aqueles que ousaram buscar melhorias para nossos Policiais e Bombeiros Militares. O assessor Francisco Nepomuceno, “Carioca”, ainda tentou se justificar dizendo que essa diferença foi motivada para corrigir antigas distorções. Tal afirmação equivocada não encontra amparo na verdade, não resistindo a mais singela analise. Basta olhar a tabela para perceber que ela não corrigiu nada, apenas criou um abismo entre os coronéis e tenentes coronéis e o restante dos militares. Essa “negociação” salarial serviu para mostrar a face desse governo e suas reais intenções para os Militares Estaduais. Além da perda de direitos conquistados sobrou ainda cadeia e miséria para a tropa. ESSA NÃO É A POLICIA QUE ESCOLHI PARA TRABALHAR.

É bom salientar que nós Policiais Militares, não buscamos luxo ou mordomias, não temos planos de saúde e nossos filhos não estão matriculados em escolas particulares, não queremos incluir no nosso cardápio filé ou caviar.Queremos somente viver e dar um pouco de conforto para os nossos dependentes. Por eles é que sacrificamos nossa mirrada folga e até mesmo a saúde trabalhando nos “bicos”. Eles merecem muito mais. Todos os dias, quando saímos pra trabalhar, nos despedimos das nossas famílias sem saber se ao final do serviço vamos poder retornar para os nossos lares. Sem saber se vamos ficar presos nos quartéis pela decisão inquestionável de um comandante que não estava conosco na ocorrência. Sem saber se vamos ser denunciados pelo MP ou se vamos voltar vivos. E isso tudo ainda não é suficiente para compensar os muitos momentos de ausência em razão da nossa missão.

A policia que eu escolhi para trabalhar teria que ser assim:
· Todo policial deveria ter um salário adequado para viver com sua família evitando serviços extras de segurança, também com condições de trabalho, incluindo armamento apropriado, viaturas preparadas, cursos de capacitação e escalas adequadas.
· Receber informação de seus superiores e seus pares sobre o serviço anterior ao seu plantão, sabendo como estava a cidade.
· As audiências na justiça contassem como serviço e que fosse respeitada a devida folga ao policial quando este fosse em audiência judicial.

Blog da AME: Em 30 dias mais de 28 mil acessos


Após 30 dias da instalação do contador nosso Blog já contabiliza mais de 28 mil acessos. Divulgue o Blog da AME/AC, participe postando o seu comentário e sugestão de matéria.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Instalada Frente Parlamentar em defesa dos policiais e bombeiros



“Momento Histórico”; Câmara Federal instala Frente Parlamentar em defesa dos PM´S e BM´S

A Câmara dos Deputados instalou na manhã desta quinta-feira (06), a Frente Parlamentar em defesa dos policiais e bombeiros Militares. Os deputados elegeram os membros da mesa diretora que vai coordenar as atividades. O deputado paraibano Major Fábio (DEM), foi eleito vice-presidente.

A Frente Parlamentar reuniu centenas de assinaturas dos parlamentares de várias agremiações partidárias. O deputado Major Fábio confirmou que na pauta estará o debate e a defesa da aprovação da PEC 300, proposta que busca a equiparação salarial dos policiais e bombeiros com o Distrito Federal.

-“Recebi a indicação dos colegas parlamentares com muita alegria, estarei representando a minha querida Paraíba, vamos travar o embate no campo das idéias e buscar alternativas para os policiais e bombeiros”, comentou o vice-presidente Major Fábio.

Ainda de acordo com o deputado, a instalação da Frente Parlamentar representa um momento histórico no parlamento brasileiro. “A força de vontade da nossa representação na Câmara pavimentou a concretização deste sonho. Todos juntos ao lado dos profissionais da segurança pública haveremos de construir uma nova realidade na área da defesa social do Brasil”, salientou o deputado Major.

A Frente Parlamentar será presidida pelo deputado federal Paes de Lira (PTC-SP), os deputados Ilderlei Cordeiro (PPSAC)
e Major Fábio (PB) foram eleitos para vice-presidência. Na Tribuna da Câmara o deputado Major fez questão de registrar a instalação da Frente.

06/08/2009

Assessoria do Deputado Paes de Lira
Deputado Major Fábio
EM SETEMBRO A MARCHA EM FAVOR PELA PEC 300 É NO ACRE
ESTARÃO PRESENTES: CAP ASSUNÇAO, MAJOR FABIO ENTRE OUTROS
AGUARDEM E SE PREPAREM

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

GREVE: Polícia Militar da Bahia inicia operação "polícia Legal"

Policiais militares adiam início da operação "Polícia Legal"
De que forma a Polícia Militar pode melhorar o serviço para a população? A maioria das 33 associações de policiais militares na Bahia decidiram adiar para as 7 horas da próxima segunda-feira o ínício da operação padrão "Polícia Legal", suspendendo o aquartelamento que aconteceria a partir da noite de hoje. Desta forma, está mantido o policiamento ostensivo e a circulação de viaturas em toda a capital e também no interior do Estado.

A decisão pelo movimento foi tomada em assembleia realizada nesta manhã e significa que os agentes de segurança deverão cumprir à risca a Constituição Brasileira, que impede o uso de viaturas com irregularidades e atuação sem armamento apropriado e capacitação.

De acordo com o diretor da Associação de Praças e Soldados da PM, Fábio Brito, a corporação vinha atuando sem cumprir plenamente estas e outras exigências legais. A Constituição também determina que policiais militares não podem entrar em greve. Brito explica ainda que nenhum PM na Bahia fez curso para dirigir viatura de emergência, conforme determina o Código de Trânsito, por isso nenhuma viatura vai sair às ruas durante a operação. "O policiamento ostensivo e de rádio-patrulha está 100% prejudicado com a operação", afirma.

Ele também diz que apenas 15% dos coletes à prova de balas estão dentro do prazo de validade. A categoria, que conta com efetivo de 30 mil agentes, também reivindica reajuste salarial para R$4 mil. Atualmente, eles recebem R$1,7 mil, de acordo com o diretor da Associação. Os policiais argumentam que o governo não quer negociar. A assembleia desta manhã teve a participação de cerca de 11 mil policiais e diversas associações representativas da categoria. Após a reunião, cerca de 400 policiais liderados por Marcos Prisco, presidente da Associação de Praças e Soldados da PM, seguiram em passeata dos Dendezeiros até a Calçada. A manifestação foi encerrada por volta das 12h30.

Perguntado sobre o movimento, o governador Jaques Wagner disse que não vai aceitar nenhum tipo de pressão sem haver negociação e que vai exigir que seja respeitada a hierarquia da corporação. Wagner recomendou ainda aos PMs "que não entrem em aventura porque eles conhecem as normas militares que proíbem a realização de greve". O governador finalizou afirmando ainda que a população pode ficar tranquila, já que a Força Nacional já foi disponibilizada para qualquer eventualidade.
FONTE: Meire Oliveira, do A TARDE, e Clarissa Borges, da WebTV A TARDE (http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1202599)


Policiais Militares deflagram o 'Policia Legal' e fazem passeata

A Polícia Militar recuou da decisão de deflagrar o movimento 'Polícia Legal', a partir das 19h de hoje (06). Ao invés dos oficiais deixarem a cidade desprotegida, com uma greve, eles trabalharão sim, mas somente se tiverem as condições de trabalho 'legais'.
A categoria garantiu que irá manter o policiamento neste final de semana, mas avisou que se não ocorrer avanço nas negociações pode paralisar na segunda-feira (10).

'Durante o movimento, o pessoal vai trabalhar e servir a sociedade com decência', afirma o sub-tenente Adaílton Leal, presidente da Associação de Sargentos e Sub-tenentes da Polícia Militar da Bahia.

Caso o soldado não possua o curso específico para a condução de veículo de emergência, exigido pelo art. 145 do Código Brasileiro de Trânsito, ele não deverá dirigir a viatura, informam as lideranças do movimento.

Dentre as propostas fornecidas ao governo, estão reajuste salarial e a equiparação salarial com os soldados de Brasília, que ganham R$ 4 mil. Melhores condições de trabalho, já que alguns policiais fazem diligências sem coletes e com viaturas sucateadas. Reintegração de oficiais demitidos, a anistia aos policiais que respondem a processos .

Além de retroativo de gratificações, o pagamento das gratificações - algumas atrasadas em cinco anos. Fim das gratificações reduzidas, já que os policiais querem que o governo não reduza as gratificações quando o PM for para a reserva.

Eles também pedem a revisão das pensões das viúvas, que de acordo com a classe, o governo vem pagando menos do que deveria às mulheres de policiais mortos, e os planos de carreira, para a categoria que protesta contra a falta de um plano de carreira eficiente.

Wagner fala

Em entrevista ao programa do jornalista Casemiro Neto na TV Aratu no começo da tarde de hoje (6), o governador Jaques Wagner comentou o movimento “Polícia Legal”.

Wagner exigiu que os policiais devem respeitar a hierarquia à qual estão submetidos e ressaltou que a PM é uma instituição que tradicionalmente respeita a ordem. O governador ainda disse que quem deixar de cumprir com suas funções será tratado com rigor pelo governo. Wagner ainda falou que as condições de trabalho dadas aos PMs e a realidade financeira do estado não podem ser comparadas às de outras unidades da federação.

FONTE: Jornal Correio da Bahia







CARTA DOS MILITARES ESTADUAIS AO POVO BAIANO

Nos últimos sete anos, a Policia Militar da Bahia vem realizando um trabalho de reestruturação, devido ao desgaste resultante da paralisação ocorrida em 2001, que, como é de conhecimento de todos, causou grandes transtornos para toda a sociedade e problemas internos gravíssimos.
A Policia Militar, instituição quase bicentenária, que, ao longo desse tempo, sempre teve como valores basilares a hierarquia e disciplina, está vendo novamente estes princípios serem fortemente abalados, por ação do Governo do Estado da Bahia, pois, além das péssimas condições de trabalho e dos baixos salários impostos aos Oficiais e Praças da Corporação.
O Governo resolveu encaminhar á Assembléia Legislativa, o Projeto de Lei de nº 17.546/2008, que Organiza o Regime Próprio de Previdência dos Servidores Públicos do Estado da Bahia. Neste projeto, foram incluídos, indevidamente, os Militares Estaduais, sendo violado com este ato o direito previsto no art., 42 da Constituição Federal, que garante aos Militares Estaduais e seus Pensionistas um regime Próprio de Previdência, por conseqüência das condições especiais de trabalho a que são submetidos, bem como os riscos inerentes da profissão militar. Por isso, nos diremos ao povo baiano, não em tom de ameaça, mas com o sentimento de dever, alertando a sociedade para o clima de insatisfação generalizada que permeia toda a Corporação, pois enquanto nossos companheiros estão sendo assassinados e suas viúvas e filhos encontram-se desamparados, o Governo reconheça o trabalho dos Militares Estaduais, não apenas nas suas propagandas políticas partidárias, mas valorização e no respeito aos direitos do profissional policia-militar.

Associação dos Oficiais da Policia Militar da Bahia - Força Invicta
Associação de Praças da Policia Militar da Bahia - APPM/BA
Sociedade Beneficente dos Sargentos da Policia Militar – SBSPM
Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia - ASPOJER

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

PAGAMENTO DO RISCO DE VIDA E "AUMENTO" HOJE DIA 05 DE AGOSTO

Informamos aos Policiais e Bombeiros Militares do Acre, Inclusive Inativos que hoje dia 05 de agosto de 2009 está sendo pago a incorporação do Risco de Vida para as duas Corporações. E no dia 07 de agosto de 2009 a diferença de salario dos meses de junho e julho, exceto para os 3º SGT PM da Turma do Presdente Natalício Braga em diante (adivinhem por que?).

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Por que os Militares Estaduais fazem "bico"?

Por que os Militares Estaduais fazem "bico"? Esse é um questionamento que está em voga nos nossos dias. A resposta parece simples: Os militares fazem “bico” para terem uma vida digna, para tentar proporcionar aos seus familiares um pouco de conforto, coisa que nossos soldos não conseguem fazer.
Sempre que tentamos buscar melhorias salariais ou que reivindicamos qualquer coisa o governo tenta nos ligar ao “esquadrão da morte”. Não foi diferente nessa negociação salarial que se quer chegou a cobrir as perdas salariais que tivemos ao longo dos vários anos sem reajustes.



O próprio Governador além de nos rotular de “baderneiros” ainda tentou jogar a sociedade contra a nossa causa. Nesse ponto o chefe do executivo contou com a ajudinha de membros do Ministério Público Estadual que chegaram ao absurdo de alardear que Policiais e Bombeiros Militares estariam tentando destituir o governo eleito democraticamente. Se essas elucubrações não tivessem repercutido através da imprensa local, qualquer pessoa em sã consciência poderia jurar que se tratava de uma brincadeira ou mesmo de comedia.
A pesquisa encomendada pelo governo mostrou que a população estava apoiando o nosso movimento.
O fato é que o “aumento” que os militares vão receber não vai acabar com os “bicos”. É bom salientar que nós Militares Estaduais não buscamos luxo ou mordomias, não temos planos de saúde e nossos filhos não estão matriculados em escolas particulares, não queremos incluir no nosso cardápio filé ou caviar.
Queremos somente viver e dar um pouco de conforto para os nossos dependentes. Por eles é que sacrificamos nossa mirrada folga e até mesmo a saúde trabalhando nos “bicos”. Eles merecem muito mais. Todos os dias, quando saímos pra trabalhar, nos despedimos das nossas famílias sem saber se ao final do serviço vamos poder retornar para os nossos lares. Sem saber se vamos ficar presos nos quartéis pela decisão inquestionável de um comandante que não estava conosco na ocorrência. Sem saber se vamos ser denunciados pelo MP ou se vamos voltar vivos. E isso tudo ainda não é suficiente para compensar os muitos momentos de ausência em razão da nossa missão.

Nós Militares Estaduais sofremos com uma carga-horária desumana, com as perseguições e com o desrespeito aos direitos humanos e aos outros direitos assegurados na constituição e nas leis.

Banco de Horas ou Hora Extra
As Polícias e Bombeiros Militares de vários estados brasileiros já remuneram seus militares pelas horas que excedem a carga-horária estabelecida. No Acre ainda não temos nem mesmo a definição de uma jornada semanal máxima, por isso muitas vezes trabalhamos mais de 70 horas por semana. Uma das bandeiras de luta da AME/AC, estaremos buscando mais essa conquista para os Policiais e Bombeiros Militares acreanos. É bom lembrar que a carga-horária máxima estabelecida pela Constituição Federal é de 44 horas semanais durante o dia. Mais ainda, para os civis o valor da hora extra é de uma hora normal de trabalho acrescido de 50%, no mínimo.

Comandante Geral da PM: "Eu entendo que o Policial Militar não tem do que se queixar" Veja a entrevista

Em entrevista concedida ao programa Bom dia Rio Branco, exibido pela TV Rio Branco – SBT, o Comandante Geral da PM fala ao jornalista Floriano Oliveira sobre vários assuntos relacionados ao movimento do dia 4 de maio. Veja os principais pontos da entrevista clicando na imagem ou no link abaixo:

Clic no linck abaixo e veja a entrevista:

http://www.youtube.com/watch?v=Lyo-ZIWPbS4

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Secretaria de Segurança divulga nova portaria de horários de funcionamento de bares e restaurantes Mudança foi elaborada em parceria com os empresários na tentativa de garantir mais segurança à população

A secretaria de Segurança Pública do Estado divulgou nesta segunda-feira, a nova portaria com horários de funcionamento de bares, restaurantes, distribuidoras e similares. A secretária Márcia Regina, diz que a regras fazem parte de um conjunto de ações que as forças de seguranças desenvolvem com o objetivo de evitar casos de violência e acidentes de trânsito, causados pelo consumo de bebidas alcoólicas.
Para estabelecer os novos horários, a Sejusp realizou seis reuniões com os empresários do setor. "Entendemos que estes locais têm atividades econômicas. Não queremos causar prejuízos e sim evitar mortes e acidentes de trânsito. Por isso, tudo foi acordado em reuniões", garante a secretária. Em caso de necessidade, as polícias militar, civil e Corpo de Bombeiros farão a fiscalização dos locais.
Além da alteração nos horários, outra mudança pé com relação a concessão das Licenças de Segurança, antes obtidas em delegacias. Agora é o Furepol que recebe os pedidos. Em caso de deferimento dos pedidos, o órgão encaminha ofícios para as corporações realizarem as devidas vistorias.
Com a alteração o horário de funcionamento de bares, restaurantes, churrascarias, pizzarias e similares de primeira categoria, de domingo a quinta passa de uma para as duas da manhã. Sextas e sábados até as três. Para as boates, o horário de domingo a quinta vai até as três horas e na sexta e sábado até as 5 da manhã. Os clubes e buffets, de quinta a domingo podem abrir de 6 às duas da manhã. Sextas e sábados até as 4 horas.
As distribuidoras de bebidas, que não tinham hora para fechar agora só podem funcionar até uma hora da madrugada. As lojas de conveniência nos postos de gasolina, que podiam ficar abertas até a meia noite, agora têm que fechar as portas às 23 horas. "Desde que fiquem restritas a uma determinada área do posto de gasolina", observou a secretária.
Os locais de segunda categoria ficam abertos até a meia noite, salvo quando, relatórios apontarem que a localização, acesso, ou índice criminal permitam a alteração no horário. "Pode-se pensar em alterações posteriores". Para os estabelecimentos de terceira categoria, não houve mudança com relação ao horário de funcionamento.
Mais blitz
O comandante da Polícia militar, Coronel Romário Célio, avisa que as blitz já foram intensificadas e bafômetros estão sendo utilizados nas barreiras. "Agora no verão as blitz se repetem quase diariamente em pontos diversos de Rio Branco e também do interior. Temos que tirar de circulação motoristas que bebem e põem em risco a vida de outras pessoas", esclarece o comandante.

domingo, 2 de agosto de 2009

Até quando?

Após toda essa celeuma sobre o reajuste dos Policiais e Bombeiros Militares do Estado Acre, se é que podemos chamar isso de reajuste, é possível tirar algumas conclusões seguras sobre o nosso sistema de segurança, conclusões essas que passarei a externar justificando meus pontos de vista.
Não tenho duvida que segurança nunca foi prioridade para os governadores acreanos, principalmente nos últimos 12 anos. Em razão dessa visão míope dos nossos governantes o Acre atravessa uma grave onda de insegurança. Poucos são aqueles que ainda não foram vítimas da ação de criminosos, que estão cada vez mais ousados e violentos.
Enquanto nossas autoridades não cuidam das nossas polícias, não organizam, investem e valorizam os servidores que atuam nessa área, observamos impotentes o surgimento de organizações criminosas cada vez mais bem equipadas e organizadas. Até quando nossos governantes vão ficar esperando o surgimento de um PCC da floresta, de um comando verde ou coisa semelhante?
Quando o governo do Acre destina mais de 15 milhões para gastar com marketing e pouco mais de 3 milhões para o órgão responsável para realizar o policiamento preventivo (Polícia Militar) sou forçado a acreditar que esse mesmo governo está mais preocupado em maquiar a verdade do que solucionar os graves problemas que estamos vivenciando. Seguindo-se essa linha de investimentos públicos, com a mais absoluta certeza, o Acre será o melhor lugar do mundo para os donos dos veículos de comunicações e para os criminosos. Os empresários favorecidos com as gordas subvenções públicas e os criminosos enriquecendo devido ao descaso governamental com a segurança dos acreanos.
Quando Policiais e Bombeiros Militares vão às ruas para pedir melhoria de salários e de condições de trabalho constata-se que além da falta de valorização profissional esses profissionais não dispõem das condições necessárias para prestar um serviço de qualidade ao povo do nosso Estado.
Ainda sobre esse movimento que buscava um reajuste nos salários e que contou com a presença de familiares de militares, centenas soldados, cabos, sargentos e alguns oficiais, nota-se claramente que o assessor político do governo tratou de armar uma vingançinha contra àqueles que participaram do “movimento”. Quando elaborou a tabela de “reajuste” salarial o governo concedeu quase 30% para os coronéis e tenentes coronéis, já para o restante da tropa o reajuste foi inferior aos dois dígitos.
Com a efetivação dessa tabela salarial discriminatória o governo deixa claro que não tem intenção nenhuma de valorizar ou reconhecer o trabalho da tropa. O reconhecimento veio somente para aqueles que estão sentados atrás de uma escrivaninha e dentro dos gabinetes.
Está claro ainda o motivo pelo qual o governo desprezou majores, subtenentes e 3º Sargentos. Justamente esses postos e graduações são os mesmos dos principais lideres da AME/AC. Não tenho dúvida que essa foi mais uma forma de perseguir aqueles que ousaram buscar melhorias para nossos Policiais e Bombeiros Militares. O assessor Francisco Nepomuceno, “Carioca”, ainda tentou se justificar dizendo que essa diferença foi motivada para corrigir antigas distorções. Tal afirmação equivocada não encontra amparo na verdade, não resistindo a mais singela analise. Basta olhar a tabela para perceber que ela não corrigiu nada, apenas criou um abismo entre os coronéis e tenentes coronéis e o restante dos militares.Essa “negociação” salarial serviu para mostrar a face desse governo e suas reais intenções para os Militares Estaduais. Além da perda de direitos conquistados sobrou ainda cadeia e miséria para a tropa.

Notícia postada no site: www.ac24horas.com



Agente policial diz que segurança pública do Acre está sem governabilidade

A autonomia administrativa da Polícia Civil, tão elogiada por reduzido setor da instituição, não ganha coro e menos ainda ressonância positiva para uma esmagadora maioria de agentes policiais, escrivães, pessoal administrativo e de apoio.
As alegações são de que o condutor dos destinos da Polícia Civil, escolhido pelo Governador Arnóbio Marques, delegado Emylson Farias da Silva não tem ampatia da categoria, voz de comando, liderança e nenhum "cacoete" de administrador.
Na opinião de um agente de polícia civil, que pediu para não ser identificado, "a instituição Polícia Civil, está tal e qual uma "Canoa sem Quilha": totalmente desgovernada.
E"milson não é má pessoa. Mas é bom lembrar que nunca foi um policial de operação. Desde que assumiu como delegado ficou com suas atividades restritas a investigar crimes de "Colarinhos Brancos". Nem conhece os bairros de Rio Branco. E mais: nunca esteve a frente de uma grande operação policial. Seu grande feito como delegado foi identificar e prender os autores do assassinato do ativista do PT e membro do Conselho Estadual, José Alex. E ainda assim, por que recebeu toda estrutura necessária para trabalhar", conta o policial.
Ainda de acordo esse agente, a Polícia Civil está sem comando. A polícia está desmoralizada e os criminosos fortalecidos. O aumento da incidência de violência não é por acaso. Desde que assumiu Emilson retirou a gratificação dos policiais. Hoje não existe mais a figura do ‘Chefe de Equipe', quele agente de polícia mais antigo e experiente que assumia o comando da delegacia na ausência do delegado. Hoje essa pessoa se recusa até registrar queixa. Se sente desestimulado. Como o delegado deixa o posto no final do expediente, fica tudo a deriva.
Do lado da Polícia Técnica a situação não é diferente. "Nunca tivemos tantos recursos. Temos autonomia financeira e nada funciona. Não temos viaturas adequadas para trabalhar. Nosso laborátório de DNA, que estão anunciando como um advento de mega importância, deverá demorar muito tempo ainda para funcionar porque estão protelando a capacitação dos profissionais que deverão trabalhar no setor", desabafa o agente, acrescentando que "até agora, apenas dois peritos fizeram curso de aperfeiçoamento e para que o departamento funcione, são necessários cinco peritos. Sem contar com pessoal de apoio. Tudo que está sendo feito nessa área é a construção do espaço físico.
Perguntado por que á autonomia da Polícia Civil tem adeptos e simpatizantes, nossa fonte respondeu no bate pronto. "Só elogia quem não trabalha". Vá hoje a qualquer delegacia durante a noite fazer o registro de uma queixa, para ver se consegue?
Para este agente a situação nas delegacias é a seguinte: "o policial só pode sair da delegacia com autorização do delegado. Como o delegado não está na delegacia, pode acontecer o que for, não podemos fazer nada".

Secretária tem menos culpa
Em ralação a secretária, o agente disse: "Ela é apenas mais uma das escolhas equivocadas do Governador. O que um subprocurador de Estado pode saber de Segurança Pública? Seu erro foi apenas aceitar um posto para o qual não estava preparada".
O Gapc, setor criado para confrontar com ladrões e assaltantes, na opinião de nossa fonte, é um setor de fachada cuja titular Delegada Sonia Ribeiro, faz pose e média com os superiores e o governador através da mídia. "Fale com alguém lá de dentro para você saber a verdade... Ninguém investiga nada. No final do expediente todo mundo vai para casa. Se encontrar o assaltante por acaso, deixa ele ir embora porque está fora do expediente", garante o agente policial.
Da redação ac24horas
Rio Branco, Acre

sábado, 1 de agosto de 2009

Segurança Pública: Município de Rodrigues Alves "comemora" um ano sem viatura policial

Os Policiais Militares de Rodrigues Alves estão há um ano sem uma viatura. Além da carência de efetivo, quando são chamados para atender uma ocorrência, ou na hora de realizam uma prisão, os milicianos são obrigados efetuar os deslocamentos a pé.


Essa situação tem causado sérios prejuízos à população do Município que além da demora no atendimento ainda é constrangida com a condução de presos a pé pelas ruas da cidade.


Prejuízo maior para aqueles que são flagrados cometendo alguma irregularidade, se os PMs não conseguirem uma carona, os presos são obrigados a desfilar pelas ruas usando algemas. Rodrigues Alves não conta com Delegado de Polícia, situação que agrava ainda mais o caso.