quarta-feira, 25 de maio de 2011

PMAC faz 95 anos sem presente para militares

Imagem de arquivo
Frustrados. Os policiais militares que participaram da solenidade de formatura na manhã de hoje, dia 25, em frente ao Comando Geral, e esperavam o anúncio de algo bom para a categoria quanto a questão salarial sairam decepcionados.
Mais de cem policiais estavam ansiosos a espera dos discursos do comandante, José dos Reis Anastácio, e do secretário de segurança Reni Graebner. Nas falas apenas felicitações relativas ao aniversário da PMAC.
"Nossa polícia é uma polícia forte porque é formada por homens e mulheres fortes e conscientes de suas funções", disse o comandante.
Pouco expressiva, a formatura não teve qualquer pompa e pode ser listada como uma das mais singelas dos últimos tempos. O coronel Anastácio está certo, não existe motivo para comemorar enquanto a reivindicação da tropa não for atendida, não há como esconder o sol com a peneira. As coisas na caserna não andam muito bem. Pelo andar da carroagem, o dia 27 será o ponto decisivo para os militares.

Uma gafe

A única questão expressiva foi a gafe cometida pelo coronel Palladino ao pedir para seu pelotão "olhar à esquerda" ao passar em continência às autoridades. Como ordem absurda não se executa, os militares perceberam o erro e fizeram o certo. Alguns comentavam com ar de graça que Palladino havia cometido a gafe em protesto ao discurso do comando e do secretário que não anunciaram o reajuste salarial. Piadas à parte, nossa solidariedade ao competente comandante do 5º BPM.

PM vai apurar ação de policiais no Arena do Juruá

O coronel Júlio César, comandante da 2ª Região de Policiamento do Juruá, disse nesta terça-feira (24), que o comando instaurou sindicância para apurar a aplicação da tática de dispersão utilizada pela guarnição da COE, após a partida entre Náuas x Juventus, no último domingo no estádio Arena do Juruá, em Cruzeiro do Sul.
O oficial disse que já foi instaurado o procedimento administrativo para ouvir todos os policiais que estavam de serviço no local na noite do episódio, quando a policia atirou contra torcedores bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar a multidão que protestava contra o árbitro Carlos Ronne.
O árbitro acrescentou 8 minutos ao tempo regulamentar do jogo, quando o Náuas vencia por 2 x 1, mas encerrou a partida aos 50 minutos, logo apos gol de empate do time visitante.
Segundo o comandante, as imagens mostram claramente que a atitude dos policiais não foi correta, uma vez que existiam outras possibilidades de retirar a arbitragem do campo de jogo sem a necessidade do confronto com a torcida.
“Só poderemos tomar alguma providência, depois que a sindicância for concluída. As imagens são claras, embora pareça um ato grave, iremos aguardar. Vãos dizer ao final do procedimento administrativo se a tática utilizada foi correta ou não. A principio a gente não orienta a utilização do gás”, disse o coronel.
Júlio César ainda falou que a PM no Juruá irá rever os procedimentos para a atuação do policiamento em dias de jogos. Ele garantiu que na próxima partida a policia estará de plantão no local, mas como novos procedimentos para evitar que se repitam novos confrontos.

PM não dispõe de escudos para situações de conflito
A imagem publicada ontem pela imprensa de um policial usando como “escudo” uma mesa de plástico durante a confusão, explicitou a falta de estrutura que os policiais enfrentam para trabalhar no Juruá.
O próprio coronel Júlio César reconheceu a falha e disse que o comando assume a responsabilidade pela falta do equipamento de segurança. Ele revelou que quando a PM precisa desse tipo de equipamento para as operações no Juruá, solicita em caráter de empréstimo á direção do IAPEN em Cruzeiro do Sul.
“A polícia não dispõe daquele tipo de equipamento aqui. Nem os escudos em acrílicos nem os escudos balísticos, embora já tenhamos solicitado. Foi feita uma licitação para compra dos escudos e me parece que em breve serão enviados para o batalhão, mas até lá, iremos recorrer aos escudos do pessoal do presídio”, finalizou.
Jairo Barbosa – jbjurua@gmail.com

Justiça afasta Braga e nomeia diretoria interina para Associação de Militares

Por ordem da Justiça, o presidente do Conselho Deliberativo, major Jauri Rodrigues, vai assumir a presidência da Associação dos Policiais Militares do Estado do Acre. O sargento Natalício Braga, que estava à frente da Associação há cinco anos, foi afastado sob acusação de fraude nas eleições de 2009, quando se reelegeu.
De acordo com a nova diretoria, Natalício Braga não nomeou a comissão eleitoral. Ele mesmo conduziu o pleito, no qual era candidato. Por isso, a Justiça retirou Braga da presidência.
“A Justiça determinou também que o conselho fiscal, que agora administra a associação, faça uma nova eleição em 60 dias”, explica o major, que está como presidente interino da associação.
A Justiça criticou Natalício Braga por se esconder dos oficiais de justiça para não ser intimado. Determinou que até força policial fosse usada para que fosse identificado pelos oficiais todos os bens da associação.
Atualmente a associação tem R$ 2 dois em dinheiro, mas de acordo com a nova diretoria, em média ela arrecada R$ 50 mil.
“Ninguém sabe onde foi parar esse dinheiro”, diz o soldado bombeiro Abraão Púpio. Os gastos da associação se concentram em combustível para a camionete, manutenção de duas salas e pagamento de um advogado.
Tem ainda empréstimos feitos pela Associação e o gasto de combustível, usado de forma particular que nunca foi investigado. Agora, a diretoria quer a Policia Civil no caso.

Acusado nega acusações - Natalício Braga, por sua vez, afirma que recorreu da decisão da Justiça e vai provar que as eleições foram legais.
Ele mostra a ata da eleição, assinada por um oficial que era da comissão eleitoral e o edital de convocação e de atas.
“Isso tudo começou depois que me afastei por três meses da Associação”, afirma ele. Neste período vários documentos desapareceram, entre eles o da eleição de junho de 2009.
“A única pessoa culpada pelo meu afastamento é o deputado Major Rocha”, ressalta.
Rocha se defende, dizendo que não tem nada a ver com a decisão da Justiça. Em 2009, ele apresentou documentos comprovando desvio de combustível da associação.
“Quanto À fraude na eleição, a denúncia é de outro grupo de militares insatisfeitos”, rebate Rocha.
Quanto às denúncias do desaparecimento de alguns bens da Associação, de desvio de combustível, de empréstimos ilegais e de e outras acusações, Natalício não quer falar. “É tudo mentira para me prejudicar”, pontua.
A Gazeta.net

terça-feira, 24 de maio de 2011

Onde esta o dinheiro?

Braga deixa somente R$ 2.143,00 nos cofres da AME/AC
Depois de vários anos administrando os recursos da Associação dos Militares do Acre, entidade que tem uma arrecadação mensal de mais de 50 mil reais, Natalício Braga de Castro foi destituído do seu cargo em virtude de uma sentença judicial. A justiça entendeu que Braga descumpriu o estatuto da entidade, não permitindo a inscrição de outras chapas para concorrer aos cargos de direção da AME/AC, para se beneficiar com a aclamação de sua própria chapa. Antes de perder o comando da associação, a antiga diretoria literalmente limpou as contas da entidade, deixando para a diretoria interina a quantia de R$ 2.143,00 de saldo.
Faz muito tempo que a AME/AC não representa mais os interesses dos policiais e bombeiros militares, ultimamente ela tem representado tão somente os interesses de um pequeno grupo de pessoas que usufrui do prestígio e dos recursos que deveriam ser usados em favor de todos os militares acreanos.

CREDMAC tentou dificultar o bloqueio das contas para a antiga diretoria
Mesmo depois da sentença judicial destituindo Braga e nomeando uma diretoria interina, os gestores da CREDMAC tentaram a todo custo impedir que as contas fossem bloqueadas para o antigo Presidente, pessoa que alias goza de bastante prestígio junto aos membros da CREDMAC. Houve ainda a tentativa de que os valores que estavam depositados na conta da entidade ficassem indisponíveis para a diretoria que foi nomeada judicialmente, fato que impossibilitaria o cumprimento da decisão judicial que prevê a realização de eleições centro do prazo de 60 dias. Depois da intervenção dos advogados e da ameaça de levar o caso ao conhecimento da Juíza da 2 Vara Cível, os gestores da CREDMAC desistiram de dificultar o trabalho da nova diretoria.

Diretoria interina
Assumindo a Presidência da AME/AC em virtude de decisão judicial, o Major Juauri terá a missão de resgatar a credibilidade da entidade e conduzir o processo que ira eleger a nova diretoria da AME/AC. Jauri e um militar experiente, conta com o respeito da tropa e a bagagem de 20 anos de serviço.

Walte Prado critica vinda da Força Nacional para ser utilizada em blitz no Acre

O deputado da base governista, Walter Prado (PDT) criticou a utilização da Força Nacional na realização de uma blitz na Avenida Amadeo Barbosa. De acordo com o deputado os militares estariam sendo utilizados de maneira equivocada.
“A vinda da Força Nacional para fazer blitz em Rio Branco é um equivoco lamentável. Não é fazendo blitz de trânsito que se vai combater o crime. Temos uma das policias mais competentes na resolução de crimes nas cidades do Estado, o que precisamos é de policiamento na fronteira, neste ponto sim, a Força Nacional poderia ser usada”, dispara Prado.
Em um aparte, o deputado Chagas Romão (PMDB) destacou os gastos com a manutenção dos militares nacionais no Estado. Segundo ele, o governo deveria conceder o reajuste dos militares do Acre, ao invés de bancar a despesa com os militares federais, que ganhariam só de diária R$ 370,00 cada agente.
Chagas Romão disse ainda, que o governador Tião Viana (PT) trabalha para enfraquece as instituições.
 
Ray Melo, da redação de ac24horas

Divã militar

Perpétua chora ao ouvir desabafo de militares

O que deveria ser uma reunião para tratar sobre a mobilização nacional da PEC 300 acabou se tornando um momento para que os militares expusessem mágoas e indignações acumuladas nos últimos dez anos. Assim foi o encontro na manhã de ontem, 23, no restaurante do Corpo de Bombeiros, em Rio Branco, entre militares e a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB).
A parlamentar falou por cerca de 7 minutos, depois deixou espaço para que os milicianos realizassem perguntas a respeito do tema proposto. O tema tomou outros rumos. Querendo serem ouvidos por membros do governo, policiais e bombeiros tomaram os ouvidos da deputada que pacientemente ouviu as reclamações e chorou. Chegou a se manifestar sobre  os questionamentos e queixas e disse que levará o problema dos militares para seu reduto partidário e para frente política da qual faz parte .    

PEC 300
Segundo a deputada, ela assumiu a responsabilidade de levantar o movimento novamente no estado e fazer com que os militares acrianos se unam com militares de outros estados brasileiros no próximo dia 31. Para isso ela ofereceu uma passagem ida e volta para Brasília, além de hospedagem para um pequeno grupo de pessoas.
Para os militares, uma passagem só não é o bastante. Por isso se comprometeram a buscar outros políticos para ver se fretam um ônibus para sair em comitiva ruma à capital federal. As regras para inclusão, se de fato se concretizar, ainda será publicada.

Negociação com o governo do Estado
De acordo com Abrahão Pupio, as negociações com o Governo do Estado não serão afetadas com a ida de militares para Brasília. Apesar de não saber se os militares receberão uma proposta concreta e interessante no próximo dia 27, o líder se manifesta favorável à iniciativa e considera como importante que o Acre tenha representantes no Planalto Central. A questão é saber quem serão as pessoas que irão e se essas pessoas não serão de suma importância para o movimento nos próximos dias. De acordo com os membros da comissão, se houver necessidade de ficar a decisão será permanecer no Estado.   

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Veja a coluna do Jornalista Luis Carlos Moreira Jorge

Há que transigir
O governo vai enfrentar ao longo da semana duas situações delicadas que, se não conduzidas com habilidade, pode lhe render problemas sérios. Uma é o pedido de aumento salarial da PM. A outra é reabrir a discussão da LDO com a presença do Judiciário. Se o caixa, nos dois casos, não permite atender no todo as reivindicações,  terá que apertar o cinto e fazer concessões.

Democrático e justo
O Judiciário participar, discutir, apresentar propostas à LDO é justo e democrático.

Passa do limite
O governo não pode dar o reajuste de 117% pedido pelos PMs, não tem como pagar e abre precedente a outras categorias, mas, também, não pode dar o “nada” como uma resposta.

Mais que importante
Por isso é importante que o governo chegue à mesa com negociadores desarmados.

Pista catapora
Rio Branco deve ter uma das piores pistas de pouso das capitais. É vergonhoso, as aeronaves taxiam sobre ondulações em toda a sua extensão, é a típica “pista catapora”.

Anastácio, o cabo eleitoral
Os dirigentes da oposição se referem ao comandante da PM, coronel Anastácio, como “nosso mais importante cabo eleitoral na PM”, pelas anunciadas punições aos que ousaram protestar.

Falta de habilidade
Às vésperas de uma negociação acenar com punições, é uma falta de habilidade gritante.

Sem violência
Além de permitido pela Constituição Federal, o protesto foi democrático e pacífico.

Minas Gerais: Veja como ficará os salários dos militares mineiros se as reivindicações forem atendidas pelo governo do PSDB

VEJA COMO FICARÁ SEU SALÁRIO SE AS REIVINDICAÇÕES FOREM ATENDIDAS


Blog da Renata

Náuas x Juventus: torcida se revolta com atuação de árbitro e jogo termina na bala

A partida entre Náuas e Juventus,realizada na noite domingo no estádio Arena do Juruá, em Cruzeiro do Sul, pela quinta rodada do estadual de futebol apena mais um jogo da competição onde estão envolvidos os interesses de ambos os times, com a equipe Juruá brigando para fugir da zona do rebaixamento.
A partida em si, transcorria normalmente, com os visitantes abrindo o placar no primeiro tempo, com caio.
Veio a segunda etapa, e donos da casa , conseguiram a virada com dois gols de Bina. Com a vantagem no placar, o Náuas passou a administrar a partida. Quando jogo caminhava pro final, o árbitro Carlos Ronney, inexplicavelmente, determinou oito minutos de acréscimo. Foi o suficiente para inflamar a torcida.
Foi nesse tempo determinado pelo árbitro que o Juventus chegou ao gol de empate, com Jô marcando deixando tudo igual em 2 x 2.

Árbitro encerrou a partida antes do tempo previsto
Quando o Juventus empatou o jogo, haviam decorridos cinqüenta e um minutos. Como pelos acréscimos a partida iria até os cinqüenta três minutos, todos foram surpreendidos quando Carlos Ronney terminou o jogo faltando dois minutos do tempo de acréscimo.
A partir daí o que se viu foi uma situação de selvageria. Indignados, os torcedores passaram a xingar o árbitro, que imediatamente foi cercado pelo policiamento que estava no local. Para sair do campo de jogo, o árbitro precisava passar bem próximo da torcida, que passou a arremessar todo tipo de objeto em direção da arbitragem.
Os ânimos se exaltaram. De um lado a torcida querendo “acertar “ as conta com Carlos Ronney. Do outro, a policia trabalhando para garantir a integridade física da arbitragem. Foram momentos de tensão.
Acuada, a arbitragem hesitou em sair do campo de jogo, mas como a torcida não parava de gritar, de inflamar, de protestar, a policia resolveu tirar os árbitros do gramado.
Sem escudos, equipamento se segurança essencial e fundamental para esse tipo de atividade, em si tratando de uma partida de futebol, um dos policiais usou uma mesa de plástico para tentar proteger o quarteto. Não adiantou. Maiores foram os protestos e as agressões de partiam da arquibancada. Para obrigar a torcida a recuar, os policiais atiraram contra a multidão. Em uma foto, pode-se notar que um policial usa um armamento pesado para atirar contra os torcedores.
A policia disparou balas á base de pimenta, que atingiram várias torcedores causando um tumulto geral. Alguns correram, outros que ficaram no raio de ação das balas, acabaram atingidos pelo gás, que provoca forte ardor nos olhos.
A correria foi geral. Crianças também foram atingidas. Enquanto nas arquibancadas os torcedores tentavam fugir do perigoso gás, a policia conduzia a arbitragem para o vestiário.
Mas as balas disparadas pela policia também fizeram vitimas entre os jogadores. O zagueiro Josinaldo chegou a desmaiar no vestiário.
Do lado de fora do estádio a revolta era geral. Torcedores protestavam criticavam a policia pela ação intempestiva. Esse foi o saldo negativo de uma partida de futebol do campeonato acreano.

Torcedores registraram queixa
Cerca de cinqüenta torcedores do Náuas estiveram na delegacia de Cruzeiro do Sul para registram queixa contra os policiais que estavam de serviço na Arena do Juruá. Eles acusavam a policia de negligencia e abuso de autoridade pela ação desastrosa registrada na noite de domingo.
Jairo Barbosa – jbjurua@gmail.com

sábado, 21 de maio de 2011

Tião Viana manda prender a tropa da PM do Acre

O governador do Acre, Tião Viana (PT) enfim mostrou que a família inteira nunca negou as raízes da Aliança Renovadora Nacional (Arena) e do Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena, por quem seu pai, Wildy Viana das Neves, foi deputado federal duas vezes pelo Acre. Espantoso era vê-los, ele o irmão, senador Jorge Viana, posarem de esquerdistas, quando sempre foram criados sob a égide da Arena e do PDS e dessa posição se beneficiaram a vida inteira. Agora, Tião Viana, se dó nem piedade, mostrou de onde veio: baseado em um Regulamento de disciplina da época da ditadura militar, mais precisamente do ano de 1984, o governador mandou prender os que participaram de uma paralisação de 24 horas (bombeiros e policiais militares). Como praticamente todos os militares das duas guardas participaram, o governador mandou prender quase 100% da tropa. Qual o crime que cometeram? Fazer greve? Algo que o PT sempre fez a vida inteira? Sabendo da origem dos irmãos Viana, como sei, não era de estranhar que já não tivesse cometido ato de tamanha violência há tempos. Os Viana sempre marcharam ao lado da ditadura militar e da mão-de-ferro do estado de sítio. Mudaram para o PT porque nunca tiveram chances nenhuma em tempos de democracia exatamente pelo passado que os condenava. Chegaram ao poder. E agora, Tião Viana, mostra quem é. No inicio deste ano, foi baixada a portaria interministerial nº 02, que trata dos direitos humanos dos profissionais da segurança pública, e uma das sugestões dessa portaria é que os regulamentos disciplinares precisam ser atualizados de acordo com a Constituição de 1988. Tião Viana não atualizou nem o pensamento retrógado que baseou a sua formação. Ele que espere o resultado das urnas. Aos poucos o Acre descobre o “modus operandi” dos Viana.
Post:blogdogilsonmonteiro.blogspot.com

Flaviano é membro fundador da Frente Parlamentar de Apoio à PEC 300

O deputado Flaviano Melo (PMDB) assinou esta semana sua ficha de adesão como membro fundador da chamada Frente Parlamentar de Apoio à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300. A Frente, que deverá ser uma das mais atuantes e importantes da Câmara dos Deputados, vai ser instaurada no próximo dia 31 deste mês em solenidade de lançamento e posse da Mesa Diretora, que terá como presidente o deputado Otoniel Lima (PRB/SP). A Frente vai tentar diminuir os obstáculos enfrentados na tramitação da PEC 300, uma das matérias que, na legislatura anterior, mais chamou a atenção da opinião pública assim como movimentou parlamentares e grupos de apoio.”Prova que é um projeto importante e que precisa da mobilização política para sua aprovação”, disse o deputado.
A PEC 300, de autoria do deputado Arnaldo faria de Sá (PTB/SP), em seu texto original estabelece a equiparação de vencimentos entre policiais militares de todo o país com os praticados no Distrito Federal, aplicando-se aos bombeiros e inativos. A proposta, que já recebeu inúmeras emendas e tem regime de tramitação especial, hoje se encontra para apreciação de plenário com diversos pedidos de inclusão na Ordem do Dia. Foi, segundo Flaviano, o projeto que mais mereceu articulação e negociação entre os parlamentares. Em princípio, o Governo Federal se posicionou contra alegando o enorme volume de recursos para sua implementação, o que poderia comprometer o orçamento dos estados. Em razão de sua importância e abrangência, a PEC 300 recebeu diversas emendas e chegou a contar até mesmo com um fundo especial da União para garantir sua aprovação.
Para Flaviano, a PEC 300 foi, em nossa democracia recente, a campeã em termos de motivação e movimentação da categoria. Por diversas vezes, PMs e bombeiros de praticamente todos os estados brasileiros estiveram presentes em Brasília para ,através de seus grupos de representantes estaduais, fazer pressão em torno da aprovação da matéria ainda no texto original. As diversas modificações que a matéria foi alvo chegaram a causar grande insatisfação na corporação, que ainda hoje espera pela aprovação da matéria no sentido mais próximo do original. De acordo com Flaviano, a PEC 300 marcou e deverá ainda marcar época no Congresso Nacional já que trata de uma questão absolutamente crucial em nossos dias - a segurança pública e seus agentes diretamente responsáveis- e mostra uma vez mais a capacidade de mobilização e união da classe fardada. ”Vamos trabalhar para que nossos soldados e oficiais possam ir para as ruas na certeza de poder contar com um vencimento justo que venha estimular um trabalho essencial para toda a sociedade”. (Assessoria)

Militares do Acre

Governo e Comando patrocinam churrasco para BOPE em Rio Branco e COE em Cruzeiro do Sul

O governo do estado e o comando da Policia Militar promoveram um churrasco para os integrantes do BOPE em Rio Branco e para a COE em Cruzeiro do Sul.

Veja as imágens da retomada da AME/AC










Major Rocha em Cruzeiro do Sul

Na sexta-feira (20/05), acompanhado de militares da capital, o deputado Major Rocha esteve em Cruzeiro do Sul para conversar com os milicianos daquele município. Na oportunidade, reunidos na sede da Associação dos Militares, policiais e bombeiros relataram os fatos que estão acontecendo nos quartéis após a manifestação do ultimo dia 13 de maio. Rocha se reuniu ainda com os comandantes para pedir bom senso na condução desse momento delicado. “O clima nos quartéis está muito pesado, os militares estão sendo ameaçados e isso é inadmissível, punições só vão acirrar ainda mais os ânimos”.

Sugestão de Internauta

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fim da linha. Se não aparecer Sargento Braga poderá ser considerado como desertor

Depois de utilizar de todos os expedientes procrastinatórios para embaraçar o cumprimento do mandado de intimação, no final da tarde de ontem (19), três oficiais de Justiça deram cumprimento à decisão da juíza da 2ª Vara Cível, Maria Cezarinete, de afastamento da atual diretoria executiva da Associação dos Militares do Acre [AME] que tinha como presidente o sargento Natalício Braga. No mandado de imissão de posse foi autorizado o arrombamento da das portas da associação, fechada desde que Natalício Braga tomou chá de sumiço.
Os três oficiais de Justiça requereram força policial para garantir a entrada na sede da AME do Conselho Fiscal e Conselho Deliberativo. De acordo com a decisão da juíza, assumem a direção da associação o Major Antônio Jaurí e o 2º sargento Roberval Marques.
- A primeira medida será o bloqueio das contas da associação. Depois vamos oficializara reversão da ativa ao comando da PM, informando que o sargento Natalício Braga está a disposição do Batalhão – comentou Jauri.
Se não se apresentar no prazo de oito dias ao comando, Natalício Braga poderá ser considerado desertor. Segundo o conselho fiscal, pelo não cumprimento da decisão judicial, Braga e o sargento Ginaldo devem R$ 10 mil à Justiça. Desde que tomou conhecimento da decisão judicial, que Braga evitou ser intimado evitando o prazo de 30 dias para realização de novas eleições determinados pela juíza, a partir de sua notificação.
No mandado de imissão consta ainda, o procedimento de inventário de bens e objetos encontrados na sede da AME. Não foi encontrada no local uma camionete L200 que segundo informações, está sendo utilizada pelo irmão do ex-presidente. A diretoria interventora vai solicitar a busca e apreensão do veículo.
Jairo Carioca - da redação de ac24horas
js.carioca@hotmail.com
Rio Branco - Acre

Rocha formaliza denúncia de irregularidades na distribuição de donativos à Força Nacional

O deputado Major Rocha [PSDB] formalizou no final da tarde de ontem (18), no Ministério Público do Acre, denuncia da existência de possíveis irregularidades na distribuição de bens destinados a desabrigados em prol da Força Nacional, em especial no que diz respeito a distribuição de colchões a pessoas diversas e desperdício de alimentos. O Procurador Chefe do Ministério Público, Dr. Sammy Barbosa, garantiu encaminhamento das informações a Promotoria do Patrimônio Público.
O procurador chefe recebeu o deputado em seu gabinete. Rocha voltou a relatar como tomou conhecimento dos fatos. Ele citou que além das notícias amplamente divulgadas pela imprensa, “alimentos (os quais deveriam ser destinados a pessoas carentes vitimas de alagações) estavam estragando, sem, contudo, qualquer providência ou explicação fosse prestada pela Administração Pública acerca dos fatos”, falou o Major.
O deputado tucano também frisou que o próprio líder do Governo do Estado do Acre na Assembleia Legislativa, Moises Diniz [PCdoB]preocupado com a situação denunciada, em seu pronunciamento legislativo, também sugeriu que o Ministério Público do Estado do Acre fosse instado a averiguar a situação.
Foram anexados documentos que comprovaram a saída dos colchões, além de fotografias, entre elas, fotos exibidas no site do Governo do Acre, que mostram salas abarrotadas de donativos na sede da Policia Militar do Acre.
- Estou cumprindo apenas o meu papel constitucional que é o de fiscalizar o poder público – disse Rocha.
Jairo Carioca – da redação de ac24horas

Coronel BM admite que colchões doados saíram da PM para Força Nacional

Em entrevista ao programa Gazeta Entrevista, o coronel do Corpo de Bombeiros João Oliveira admitiu publicamente que os colchões doados às famílias vitimas da alagação foram retirados do Comando da Policia Militar para a Força Nacional, como o ac24horas comprovou.
- Saiu sim, saíram 13 colchões naquele afã de querer atender bem os companheiros de farda que estavam chegando, foi registrado no livro e foi retirado. Mas assim que tomamos ciência nós pedimos para devolver, o material faz parte de doação e hoje se encontra lá os 13 colchões – confessou o coronel.
Desde que o ac24horas reproduziu denúncia feita pelo Blog 04 de Maio é o segundo membro do governo que contradiz as declarações feitas pela secretária Mariama Morena. A secretária chegou a dizer que este site tinha mentido ao afirmar que donativos destinados aos desabrigados haviam sido destinados aos 180 homens da Força Nacional.
As declarações do coronel serão requisitadas pela assessoria jurídica do deputado Major Rocha [PSDB] que protocolou denúncia no Ministério Público Estadual.
Assista o vídeo com a entrevista do Coronel aqui.
Jairo Carioca – da redação de ac24horas

CHARGE DO DIM

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Comandante da PM afirma que “houve exagero” na manifestação dos policiais

Em solenidade de promoção de sargentos e oficiais realizada nesta quarta-feira, 18, no Batalhão da PM em Cruzeiro do Sul, o Comandante Geral da Polícia Militar do Acre, coronel Anastácio, declarou que não quer perder nenhum companheiro.
O comandante se referiu aos militares que participaram da manifestação na última semana e que estão sendo investigados por excessos cometidos durante o movimento.
O coronel afirmou que, em Rio Branco, “houve exagero” por parte dos manifestantes que reivindicavam melhoria salarial em uma paralisação das atividades realizadas na última sexta-feira. “Querer fechar quartel, querer fechar aeroporto. Isso não é possível. É crime. Não pode ser permitido” – disse.
O comandante esclareceu que o tom de seu discurso, ao dizer que não quer perder ninguém, não serve como ameaça, apenas como orientação, já que os militares devem respeitar o estatuto da polícia. “Temos regulamentos e o Código Penal Militar aos quais somos subordinados, somos sujeitos. Então, é uma orientação que não podemos perder nenhum companheiro, pois precisamos de todos” - explicou.
Anastácio afirmou ainda que todos os excessos estão sendo apurados. “Se eu disser agora o que vai acontecer posso estar cometendo injustiça com alguém. Mas estamos analisando todos os atos para depois dizer quais providências serão tomadas” – informou.
www.vozdonorte.com.br - Mazinho Rogerio 

Deputado Moisés Diniz pede para militares não serem punidos

Terminou ainda a pouco, no Quartel do Comando Geral da PM, a reunião entre oficiais e o líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Moisés Diniz (PCdoB). Na pauta do encontro estava o pedido do parlamentar de que não haja qualquer punição ou perseguição contra os militares que participaram do movimento do dia 13 de maio, quando PM's e membros do Corpo de Bombeiros paralisaram suas atividades por 24 horas.
De acordo com informações de militares, o deputado desceu as escadas informando de que ninguém  sofreria represálias e que o governo estaria disposto a retomar a negociação.
A atitude do deputado governista  foi elogiada pelos membros da comissão que afirmou  que essa era uma atitude sensata do governo e dos comandos porque as punições poderiam desencadear revolta entre os milicianos.
"Se  o deputado fez isso realmente, devemos elogiar a ação", disse Abrahão Pupio, membro da comissão eleita pelos militares.
O que deve ser realizado agora é fazer com que os discursos do comando seja igual ao do deputado, já que há informações de que o comandante geral da PM, José dos Reis Anastácio, esteve em Cruzeiro do Sul e fez ameaças veladas em uma formatura na manhã de hoje.
O fato é que se o governo pretende retomar o diálogo, a melhor maneira de fazer isso é cancelando as punições. 

CARTA ABERTA AO EXCELENTÍSSIMO GOVERNADOR TIÃO VIANA

Excelentíssimo Governador do Estado do Acre,

Através das frases abaixo, modestamente, espero auxiliar Vossa Excelência à tomada de decisão sábia e que minore os efeitos do desgaste gerado nos últimos anos entre militares estaduais (Policia Militar e Corpo de Bombeiros) e Alto Escalão do Governo do Estado do Acre. Não tenho a menor pretensão de ser inédito no conteúdo abaixo. Aliás, todas as argumentações foram construídas e remodeladas após minuciosas trocas de informações e pontos de vistas entre militares, familiares e outros contribuintes.
De início, temos consciência de que embora Vossa Excelência esteja somente há 4 (quatro) meses e meio no atual cargo, o projeto político do qual é parte essencial já possui 12 (doze) anos, 4 (quatro) meses e 18 (dezoito) dias. Projeto político, reconheça-se, com significativas e determinantes vitórias para a sociedade acreana, da qual somos integrantes também e, em alguma medida, beneficiários.
Ademais, sustento que militares estaduais querem somente a fruição da dignidade salarial. Não protagonizamos atos públicos para satisfazer nossos egos, tampouco para nos posicionarmos enquanto integrantes do bloco de oposição ao Vosso Governo. Correntes políticas e filosóficas distintas e até divergentes fazem parte da democracia, todavia, enfatize-se, nosso anseio nasceu e se limita primeiramente à melhoria salarial e, em segundo lugar, nas pautas não-salariais. A política partidária (bloco de sustentação ou oposição) é instrumento para exteriorização da nossa causa, ou seja, é sempre um “meio” e nunca a “finalidade”.
Talvez Governador, os fatos e o contexto tensionado que nos envolvem não estejam chegando ao Vosso conhecimento segundo os nossos olhos, que juntamente ao nosso tato, vêem e sentem no próprio corpo o sofrimento diuturno por sermos trabalhadores que estamos, via de regra, literalmente endividados, com reduzido poder de consumo, inclusive para aquisição dos produtos integrantes da cesta básica. Disso resulta a “popularização” dos famigerados “bicos”, que aumentam o cansaço, estresse e fazem cair a produtividade funcional. Na última década, nossa remuneração não evoluiu na mesma intensidade que o aumento do custo de vida. Por outro lado, a segurança pública tem sido demandada cada vez mais pela sociedade. Ao mesmo tempo, tal demanda que força o reconhecimento político não alcançou o contracheque do militar estadual acreano.
Governador Tião Viana, atualmente temos sim um dos mais baixos salários do país. Inversamente, nossa jornada semanal de trabalho é máxima, pois, em geral, somos submetidos ao mínimo de 48 horas e chegamos a picos de 96 horas semanais. Além disso, policiais e bombeiros militares não recebem hora-extra, adicional noturno ou FGTS. Em nossa profissão, todos os dias, com muito orgulho, deixamos nossas famílias para proteger outras, geralmente desconhecidas, independentemente da classe social a que pertençam. Corremos risco de perder a vida do primeiro dia de profissão até após a aposentadoria.
Em nosso calendário anual de trabalho não existe remuneração extra pelo trabalho no fim de semana ou feriados nacionais, estaduais ou municipais. Freqüentemente temos segundos para tomada de decisão que pode salvar ou tirar vida humana.
Embora nosso efetivo real de policiais e bombeiros militares seja muito inferior ao previsto em lei, conseguimos, mediante sacrifícios exorbitantes, suprir com êxito a demanda da sociedade acreana (cada 1 bombeiro militar trabalhando por 5; cada 1 policial militar trabalhando por quase 3). Contudo, o sistema de “banco de horas” criado no Governo anterior possui critérios incoerentes, recursos pecuniários limitados, dificuldade de acessibilidade concreta e não beneficia todos de modo isonômico (que pela necessidade sacrificam ainda mais os parcos períodos de descanso, causado pela não limitação da jornada semanal laboral comum em no máximo 44 horas, consoante a Constituição Federal).
Governador Tião Viana, nossos atos públicos, em especial o protagonizado entre os dias 13 e 14 de maio do corrente ano foram expressão genuína da democracia. Democracia pela qual lutou e por isso foi torturada a atual Excelentíssima Presidenta da República Federativa do Brasil, filiada ao mesmo partido que Vossa Excelência. Reflita se é moralmente correta e politicamente viável a adoção de repressão ferina e terrorista (imposição da política da submissão pelo medo) para aqueles que se utilizam de instrumentos democráticos visando conquistar somente a melhoria salarial.
Por fim, anote-se que os militares estaduais não querem partidarizar ou politizar a questão salarial da categoria. O que importa é o resultado. E todos sabem que o Governo do Estado do Acre detém a última vontade que nos possibilitará a tão almejada reposição salarial. Agindo com habilidade, colherá os frutos que virão como conseqüência. Toda ação tem uma reação, esta é a formulação básica da 3º Lei de Isaac Newton (conspícuo filósofo, físico e matemático inglês), conforme já citada algumas vezes no contexto das discussões em torno da pauta salarial dos policiais e bombeiros militares do Acre. Há inequívoca relação direta entre salário digno, família feliz, sociedade estável e índice de aprovação popular.

Respeitosamente,

Abrahão Carlos Mota Púpio – SD BM
Secretário-Geral da Comissão de Negociação Salarial
Tesoureiro da APRABMAC

Em busca de diálogo

Enquanto militares buscam o diálogo, governo decreta punições
Lista de perseguidos do 2º BPM

Diferente do que o deputado Moisés Diniz solicitou na manhã de ontem na tribuna da Assembléia Legislativa, quando pediu diálogo entre a categoria e o governo, os comandantes de unidades estão instaurando Procedimentos Administrativos Disciplinares (PAD) para punir os militares que estavam na paralisação do último dia 13. Essa atitude pode desencadear mais conflitos entre os militares que estão revoltados com a situação.
"Somos pais e mães de família. Não roubamos, não matamos, apenas reivindicamos melhores condições de vida para nós e nossa família e agora querem me prender. Minha filha de sete anos me perguntou chorando e me abraçando se eu tinha matado alguém, por que um homem da TV disse que os policiais seriam presos", disse uma policial inconformada. 
De acordo com os militares do Segundo Batalhão, que cuida da área do Segundo Distrito de Rio Branco, foram instaurados 27 PAD's. Em todos os batalhões da capital e do interior, o terror tem sido a tônica dos discursos dos oficiais superiores.
"Estamos com um advogado pronto para atender os excessos dos comandantes. Estão fazendo terrorismo com os policiais novos, dizendo que serão expulsos. A expulsão não acontece assim de qualquer maneira e, sobretudo, por uma falta ao serviço", afirmou o deputado major Rocha.

Cruzeiro do Sul
Em viajem pelo Vale do Juruá, o comandante geral da Polícia Militar, José dos Reis Anastácio,  realizou uma formatura geral com todos policiais militares para passar o comunicado de todos seriam punidos. O posicionamento do comandante geral é mais uma prova de que os membros do governo estão desafinados nos discurso.

Advogado
Todos os militares que estão sofrendo ameaças de exclusão e se sentirem perseguidos por participar da paralisação podem entrar em contato com o soldado Abrahão Pupio pelo telefone: 9984-1204.

Punições a torto e a direito

Policiais do 4º batalhão sofrem represálias do comando da unidade

Apesar da paralisação do último dia 13 de maio, os policiais militares continuam trabalhando com afinco na causa da segurança pública. Mas isso não é mais suficiente: as retaliações ao movimento militar por melhorias salariais e de trabalho já começaram nos batalhões da Policia Militar.
Na tarde do dia 17, o comandante do 4º batalhão da PM do Acre, Tenente Coronel Victor, mostrou total apoio ao governo do Estado ao reprimir seus subordinados. Ao adentrar no alojamento da unidade, os policiais, que eram acostumados a encontrar os beliches usados para o descanso nos intervalos de trabalho ou para permanecerem durante as punições administrativas, encontraram nada mais que um vão. Segundo acreditam os PM’s, os beliches foram enviados para serem utilizados pela Força Nacional de Segurança Pública, que está no Estado para trabalhar durante um possível movimento grevista da PM.
“Tudo bem que queiram alojar os policiais da Força Nacional, mais fazer isso à custa do nosso descanso é brincadeira. E se acontecerem mesmo as punições que estão prometendo, onde é que os presos vão ficar?”, questionou um policial da unidade que não quis ser identificado por medo de retaliações.
Outro fato que preocupou os militares do 4º batalhão foi o recolhimento das armas cauteladas permanentemente pelos policiais. O policial que se responsabilizava formalmente pelo armamento e levava a arma para sua casa mesmo durante a folga a fim de se proteger e proteger a família. O comando da unidade ordenou que todas as armas fossem recolhidas, deixando os militares à mercê da marginalidade.

Pra quem estuda
“Os comandos usam sempre o discurso de transparência, mas não é isso que acontece na realidade. O comandante do 4º batalhão sempre disse que iria ajudar os policiais que queriam estudar, facilitando na escala de serviço, mais já insinuou que pode dificultar as coisas, devido a nossa paralização, e esquece que o Soldado Ezenair, seu protegido, está escondido da escala de serviço por vários anos, enquanto estuda medicina”, desabafou um policial, preocupado em ser prejudicado nos estudos.

Punidos
Ainda segundo um policial da unidade, os policiais do Serviço Reservado do 4º batalhão, por não ‘deletarem’ seus companheiros que participaram do ato de reivindicação do dia 13 de maio, foram tirados da modalidade de policiamento com a desculpa de que “tinham deixado vazar informação confidencial”. A guarnição foi espalhada em outras formas de policiamento.

Deputado Major Rocha prioriza agenda no Acre

Rocha preferiu não embarcar para Florianopólis. Ele priorizou agenda regional e o debate de negociações com os militares de todo Estado.
O deputado Major Rocha não embarcou na agenda da Assembleia Legislativa para Florianopólis na madrugada desta quarta-feira (18). O parlamentar tucano preferiu ficar no Acre e visitar os comandos militares no fortalecimento do debate em torno das negociações com o Governo do Acre.
- A agenda da Aleac é importante, o deputado Tchê merece o nosso elogio pela posse na Unale, mas entendo que nesse momento devo ser parceiro dos meus companheiros de farda, principalmente daqueles que enfrentar a perseguição do comando – frisou o deputado.

A comissão de negociação dos militares estará disponibilizando advogados para auxiliar juridicamente os militares estaduais que receberam ATD, por participarem do ato de paralizacao de advertencia, nos dias 13 e 14 de maio. A consulta deve ser na Sede da Associação de Cabos e Soldados da PMAC (Panorama) já nesta quarta-feira, a partir das 10h.
O deputado do PCdoB, Moisés Diniz também não acompanhou a comitiva da alegria.
Jairo Carioca - da redação de ac24horas
js.carioca@hotmail.com

Gazeta em Manchete do dia 17.05.2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

Advogados para os militares

A comissão de negociação dos militares estará disponibilizando advogados para auxiliar juridicamente os militares etaduais que receberam ATD, por participarem do ato de paralizacao de advertencia, nos dias 13 e 14 de maio.
Local: Sede da Associação de Cabos e Soldados da PMAC (Panorama)
Horario: A partir das 10:00hs
Data: 18 de maio (quarta-feira)

Rocha diz que PT chegou ao poder fazendo greve e agora manda prender manifestantes

O deputado Wherles Rocha (PSDB), usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), para denunciar as medidas que o Governo do Estado está adotando para punir os militares que fizeram parte da manifestação pública do último fim de semana.
De acordo com o militar reformado, o partido dos Trabalhadores que ao longo de muitos anos usou a greve para chegar ao poder, agora manda prender servidores públicos que fazem greve em busca de melhores condições salariais.
O governo está fazendo ameaças diversas aos militares e tenta passar que é uma questão política. Ao invés de chamar os militares para o diálogo, o governo chama para a punição. É este o governo que chegou ao poder fazendo greve, mas hoje manda prender quem faz manifestação”, diz Rocha.

O xat estará fora do ar por alguns dias